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domingo, 19 de dezembro de 2010

"Professor se forma na escola"

Fazer uma especialização ou até mesmo um mestrado ou doutorado é importante, mas o que conta mesmo é a prática do cotidiano em sala e a troca de experiência com os colegas. A maioria dos professores que depois de 15 anos voltaram à universidade para fazer uma pós-graduação retornou à sala de aula com a mesma prática pedagógica que já tinha antes da capacitação. No caso de Baraúna, muitos novos professores não estão fazendo nada de novo em relação aos que estão em final de carreira assim como os que possuem especialização, mestrado e doutorado.

É fundamental que a Secretaria Municipal de Educação invista maciçamente na capacitação continuada de seus professores, caso contrário, continuaremos a amargar os maus resultados por longo tempo. Não são necessários muitos recursos para conseguir melhorar o nível do quadro de professores basta realizar, no mínimo quatro vezes por ano, encontros com o objetivo de socializar o que de bom os professores vêm fazendo.

Só depois, caso seja necessário, é que a Secretaria Municipal de Educação deverá contratar uma assessoria para ministrar cursos para corrigir ou complementar nossa prática pedagógica. Basta de valorizar só o que vem de fora. Temos boas experiências desenvolvidas por colegas que podem e deveriam está sendo socializadas para a rede.

O educador português Antônio Nóvoa, Catedrático da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa e presidente da Associação Internacional de História da Educação, garante que concluir o magistério ou a licenciatura é apenas uma etapa longa do processo de capacitação. Essa sua afirmação é percebido nos colegas professores que estão saindo da faculdade e continuam reproduzindo o que aprendemos a mais de duas décadas.

Veja entrevista completa na Revista Nova Escola.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Curso para formar professor deve ser pago pelo governo, propõe Cristovam

Os jovens que desejarem cursar licenciatura ou pedagogia deveriam ser dispensados de vestibular e ter os seus estudos integralmente pagos pelo governo - é o que sugere o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), para quem tais medidas poderiam contribuir para reduzir a carência de professores, que, segundo ele, é de cerca de 400 mil só nas áreas de matemática, física, química e biologia.


Em entrevista à Agência Senado nesta segunda-feira (25), Cristovam Buarque disse que essas providências seriam mais efetivas do que os dois decretos editados recentemente pelo governo para facilitar o financiamento de curso superior. Para ele, esses decretos, que mudam as regras do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), são importantes e reduzem as dificuldades dos estudantes, mas não são suficientes para fazer frente às necessidades educacionais do Brasil.


Um dos decretos (7.338/2010) acaba com a necessidade de fiador para acesso ao Fies e o outro (Decreto 7.337/2010) amplia o prazo para que o estudante comece a pagar o financiamento.


- As medidas [contidas nos decretos presidenciais] são válidas, são importantes, têm meu apoio, mas eu queria mais. Queria que ninguém precisasse, nesse país, pedir empréstimo para ser estudante e se formar nas profissões de que o Brasil precisa. Cobrar de alguém que quer estudar para ser professor é como cobrar, durante uma guerra, para que o jovem pague para treinar para ser soldado - disse Cristovam.


Na opinião do senador, o estudante de licenciatura que não conseguisse vaga nas universidades públicas deveria estudar em faculdade particular com mensalidade paga integralmente pelo governo.


- O Brasil precisa de professor. É como se o país precisasse de soldados. Estamos numa guerra, mas nem o povo nem os governantes perceberam. O que a gente faz quando está em guerra? Procura soldados. E gasta dinheiro para formar os soldados - comparou.


Sem fiador


O Fies já financiou mais de seiscentos mil cursos no país e a necessidade de garantia sempre foi uma das dificuldades para acesso ao programa. Com o Decreto 7.338/2010, o governo institui o Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo, que substituirá a necessidade de fiador, conforme portaria do Ministério da Educação. O fundo será mantido pelo Tesouro Nacional e pelos estabelecimentos de ensino que aderirem ao programa.


Apenas poderão fazer uso do benefício os estudantes que cursarem licenciaturas ou que tenham renda familiar inferior a um salário mínimo e meio per capita. Bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni) que queiram financiar o restante da mensalidade também poderão pedir dispensa de fiador.


Já com o Decreto 7.337/2010, o governo busca ampliar os prazos para quitação dos débitos - a primeira parcela passará a ser cobrada 19 meses após a conclusão do curso. A nova norma também prevê parcelamento do saldo devedor por um período equivalente a até três vezes o tempo de estudo do aluno na condição de financiado, acrescido de doze meses. Pela nova norma, que altera a lei que instituiu o Fies (Lei 10.260/ 01), a amortização do financiamento poderá ser antecipada, quando for de interesse do estudante.

(Agência Senado)


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

15 de outubro, dia do professor: o que temos a comemorar?

A Constituição do Brasil estabelece que a educação é direito de todos os cidadãos e dever do Estado. O professor é peça fundamental para cumprir essa determinação da nossa Carta Magna. Mas assistimos hoje a um assustador abandono da profissão.


Já faz muito tempo que a carreira do magistério deixou de ser atraente. Há cerca de 30 anos o salário de um professor se equiparava ao salário de um juiz ou desembargador. Hoje a situação do professor da Rede Pública de Ensino na Educação Básica em nosso país é humilhante. Seu salário médio é o mais baixo entre as carreiras que exigem graduação para poder ser exercida. Médicos e advogados chegam a ter um salário quatro vezes maior que um professor. E um juiz recebe um salário 20 vezes maior que o de um professor. Qual o motivo de tamanha disparidade salarial?


Este ano, apenas 2% do orçamento foram destinados à educação e 30% foram destinados para o pagamento da dívida externa do país. O resultado dessa política é que o Brasil, apesar de ser a oitava economia do mundo, ocupa o vergonhoso 88º lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação (IDE) elaborado pela Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).


Com o pouco investimento destinado à educação, os governos encontraram uma forma ainda mais eficiente de reduzir os gastos no setor: a contratação de professores temporários. No caso de Baraúna-RN, muitos professores aceitam que a prefeitura deposite o salário desses temporários no seu contracheque, ou seja, são coniventes com o não cumprimento da Lei.


Dê um click nos posts abaixo e faça sua reflexão se os professores de Baraúna têm o que comemorar no seu dia.

  1. Não cumprimento do Plano de Carreira de Baraúna desmotiva professores a estudar
  2. Fundeb de Baraúna aumenta e professores padecem por aumento de salário
  3. Plano de Carreira do Magistério de Baraúna não é cumprido e tem apoio da classe
  4. Nota de Esclarecimento
  5. Coincidência ou manobra?
  6. Desprezo da Prefeitura de Baraúna motiva mobilização dos professores
  7. Professores de Baraúna reivindicam na justiça direitos perdidos no Plano de Carreira
  8. O Plano de Carreira do Magistério de Baraúna não está sendo cumprido em sua totalidade
  9. Prefeitura de Baraúna é indiferente com reajuste dos salários dos professores
  10. Autópsia da educação de Baraúna
  11. Colegas professores. O Bolsa Família nos espera

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A cada dia, um professor se licencia por dois anos

O professor de história Carlos, 42, fala sozinho às vezes. Seu coração, conta, dispara sem motivo aparente. "Não conseguia controlar os alunos. Queria passar o conteúdo, poucos me ouviam. Foi me dando uma angústia. Fiquei nervoso."

Não era assim. "Eu era bem calmo", afirma, referindo-se ao período anterior a 2004, quando entrou como docente temporário na rede de ensino paulista.

Aprovado um ano depois em concurso, foi considerado apto a dar aulas, na zona sul da capital. Passados três anos, obteve uma licença médica, que se renova até hoje, sob o diagnóstico de disforia -ansiedade, depressão e inquietude.

Carlos espera nova perícia. Quer se tornar readaptado -situação de servidores com graves problemas de saúde, que ficam ao menos dois anos afastados da sala de aula. Fazem atividades administrativas na secretaria e na biblioteca, por exemplo.

De janeiro até a última sexta-feira, 194 docentes (mais de um por dia) da rede paulista foram readaptados, aponta levantamento da Folha no "Diário Oficial". Pelos cálculos da professora Maria de Lourdes de Moraes Pezzuol, que fez uma pesquisa financiada pela Secretaria da Educação, 8% de todos os professores da rede estão readaptados.

Os casos mais recorrentes são problemas nas cordas vocais, na coluna e psicológicos. A autora do estudo é ela própria uma professora readaptada.

Entre os servidores da Educação, o índice desse tipo de afastamento é maior que dos demais: 79% dos readaptados trabalham nas escolas, categoria que soma 53% do funcionalismo.

Pesquisadores apontam duas razões para tantas licenças. A primeira é a concepção da escola, que requer para as aulas estudantes quietos e enfileirados. "Isso não existe mais. Esta geração é muito ativa. O professor se vê frustrado dia a dia por não conseguir a atenção deles", diz o sociólogo Rudá Ricci, que faz pesquisas com educadores de redes públicas do país, inclusive no município de São Paulo.

A outra razão são as condições de trabalho. Em geral, os professores dão aulas em classes com mais de 35 alunos, possuem muitas turmas e poucos recursos (não há, por exemplo, microfone). Estudo divulgado na semana passada pelo Instituto Braudel e pelo programa Fulbright mostra que os docentes paulistas têm condições piores que os de Nova York.

Têm carga maior (33 horas semanais em sala, ante 25) e possuem mais alunos por sala (35 e 26, respectivamente).

Transcrito da Folha de S.Paulo

Pesquisa diz que 25% dos professores da rede privada sofrem bullying

Um em cada quatro professores da rede particular de ensino já sofreu ou sofre com ameaças e humilhações de alunos. É o que aponta uma pesquisa feita no Rio Grande do Sul. A maioria das agressões acontece pela internet, no chamado cyberbullying. Há docentes que não suportam e acabam desistindo até mesmo da profissão.

Além de vivenciar esse drama fora da sala de aula, muitos professores não sabem como lidar com os casos. Ao relatar à direção das instituições de ensino os abusos de alunos, muitos temem perder o emprego, já que o ensino privado depende dos estudantes, cada vez mais tratados como clientes.
(R7)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

CE vota projeto sobre a formação de professores para a educação infantil

Os docentes de nível médio formados em cursos de magistério poderão continuar a lecionar na educação infantil e nos cinco primeiros anos do ensino fundamental. É o que defende a senadora Fátima Cleide (PT-RO) em parecer apresentado ao PLC 280/09, projeto de iniciativa da Presidência da República. A matéria é o primeiro item da pauta da reunião da Comissão de Educação marcada para a esta terça-feira (15), às 10h.


Quando foi enviado ao Congresso pela Presidência, o projeto, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), exigia nível superior (em curso de licenciatura realizado em universidades ou institutos superiores de educação) para os professores da educaçãobásica. Apenas nas localidades onde comprovadamente não houvesse formados em nível superior é que seria admitida a contratação de professores com nível médio para aeducação infantil e as quatro séries iniciais do ensino fundamental.


"Não me parece - e foi também a opinião majoritária dos que participaram da Conferência Nacional de Educação [Conae] - que a sociedade brasileira esteja em condições de prescindir do curso Normal para a formação inicial dos professores. É na idade da oferta do nível médio (de 15 anos em diante) que a maioria dos que são sensíveis ao trabalho docente junto a crianças está disponível para estudar e ser supervisionada em práticas pedagógicas nas escolas públicas", afirma Fátima Cleide ao justificar a alteração que fez à proposta original.


O projeto tramita em conjunto com o projeto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), oPLS 54/07 e ainda deverá ser votado pelo Plenário.

(Agência Senado)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Abertas as pré-inscrições na Plataforma Freire

O Plano Nacional de Formação foi criado pelo Ministério da Educação e é destinado aos professores em exercício das escolas públicas estaduais e municipais sem formação adequada à LDB, oferecendo cursos superiores públicos, gratuitos e de qualidade, com a oferta cobrindo os municípios de 21 estados da Federação, por meio de 76 Instituições Públicas de Educação Superior, das quais 48 Federais e 28 Estaduais, com a colaboração de 14 universidades comunitárias.


O Calendário de Pré-inscrição de Formação Inicial para o 2º Semestre de 2010 é a seguinte:

  • 10 de maio: Abertura de pré-inscriçõe, permitida a pré-inscrição do candidato em apenas um curso.
  • 29 de maio: Encerramento das pré-inscrições.
  • 01 de junho: Abertura das validações das pré-inscrições pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Educação.
  • 17 de julho: Encerramento das validações e envio de pré-inscrições às Instituições Formadoras de Educação Superior (IES).
  • 19 de julho: Início dos processos seletivos pelas IES.

Acesse o portal do Plataforma Freire AQUI.

sábado, 5 de junho de 2010

De dez docentes, dois atuam em mais de uma escola

Uma das grandes dificuldades apontadas por educadores de todo o País na carreira é o salário pago à carreira. Não são as raras as afirmações de que, para complementar a renda familiar, os docentes têm de trabalhar em mais de uma escola. Os dados do Censo Escolar revelam que, na verdade, essa é a realidade vivida por 23% deles.

Ainda em 2007, ano em que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela coleta dos dados do censo, mudou as metodologias utilizadas para traçar melhor o perfil do professor brasileiro, o mito de que grande parte dos educadores do País tinha de se submeter a essa realidade foi quebrado. À época, 80,9% dos professores trabalhavam em apenas um colégio.

Os números mais recentes do Inep mostram que a quantidade de profissionais que precisam circular entre duas escolas ou mais para dar aulas aumentou. Dos 23% que enfrentam essa rotina, 365.417 trabalham em duas escolas. Outros 62.985 atuam em três. E há mais 18.957 que se dividem entre quatro escolas ou mais.

Os dados também apontam para a intensidade do trabalho docente. Na educação infantil e nas primeiras séries do ensino fundamental, um único professor é responsável por acompanhar a mesma turma durante todo o turno escolar (exceto em atividades específicas, como educação artística e educação física, por exemplo). Há mais de 750 mil educadores com uma turma de alunos.

No entanto, na pré-escola ou nas séries iniciais do fundamental, há docentes dividindo-se em mais de uma turma. Na pré-escola, 47 mil dos 258 mil professores da etapa trabalham com mais de duas turmas. Nessa fase, há cerca de 19 alunos por turma. Nas primeiras séries do ensino fundamental, 237.464 professores têm mais de duas turmas de alunos e representam um terço dos profissionais que dão aulas nessa fase. Os dados mostram que cada sala de aula nessa etapa possui 25 alunos. As salas ficam mais numerosas nas séries finais do ensino fundamental (29 por turma) e no ensino médio (33).

Os dados do Censo Escolar 2009 revelam que a maioria dos professores brasileiros são mulheres, têm até 40 anos de idade e se consideram brancos. As mulheres representam 81,5% dos docentes brasileiros, um total de 1,6 milhões de pessoas. Na educação infantil, os homens são ainda mais raros: 3% dos quase 370 mil educadores.

A cada etapa de ensino, no entanto, eles vão se tornando mais presentes. Nas séries iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), 91% do universo docente é de mulheres. Nas séries finais, a presença feminina cai para 73,4%, e, no ensino médio, para 64%.

A declaração de raça não é encarada com naturalidade pelos docentes das escolas brasileiras. Do total de 1.977.978 professores, 750.974 (38%) não declararam cor ou raça. A maioria dos que o fizeram (758.511) se enxerga como branco. Os pretos representam apenas 2,9% dos docentes e os pardos, 18%. Os indígenas são apenas 0,4% do quadro de educadores do País.

Em relação à idade, o censo revela que a maioria (58%) tem até 40 anos. Os muito jovens (até 24 anos), que possuem menos experiência profissional, são a minoria: 116 mil docentes. A faixa etária que concentra o maior número de profissionais está entre 41 e 50 anos. Um estudo do Inep ainda mostra que, na rede privada, a concentração de jovens é maior. Na rede pública, os professores mais velhos dão aulas para as séries mais avançadas da educação básica.

(IG)

domingo, 9 de maio de 2010

Tipos Clássicos de Professores(a)

XUXA – É aquele que recebe para entreter as crianças.

BBB - Só aparece na escola nos três primeiros meses do ano, o restante é assumido por um substituto.

FANTASMA - Todos sabem que ele faz parte do quadro de professores da escola, mas ninguém consegue vê-lo.

DENOREX – É aquele que tem cheiro, tipo, parece, mas não é.

BRASIL-GÁS – É aquele que dá aula de 15 em 15 dias.

ATEU – É aquele que diz que o governo não quer nada, os pais não querem nada, os alunos não querem nada, e ele também?

CURURU – É aquele que é obrigado a pedir remoção, mas depois volta.

DOMÉSTICO – É aquele que faz tudo o que o diretor quer.

VIDENTE – É aquele que pressente a presença da supervisão.

COMEDIANTE – É aquele que conta com humor que não dá aula.

BOÊMIO – É aquele que recorda cantando em versos as aulas que deu no passado.

EXEMPLAR – É aquele que faz questão de apresentar só os bons alunos aos amigos.

DINOSSAURO - É saudosista, fica toda hora citando casos da época que você tinha nascido.

CAÇADOR - É aquele que nos movimentos reivindicatórios fica na moita esperando o que acontece.

DE FASE - É aquele que ao assumir outro cargo esquece que é professor.

INFORMANTE - É aquele que vive telefonando para seus superiores passando informações dos seus companheiros de trabalho na tentativa de tirar proveito pessoal.

HIPOCONDRÍACO - Vive de atestado.

CARENTE - Está sempre sob proteção de um político.

TRABALHADOR - É quele que acha pouco as 40 horas que tem e fica esperando que o diretor lhe ofereça horas adicionais.

CAPITALISTA - Só pensa no salário do final do mês.

TATU – É aquele que só dá aula de porta fechada.

BABÃO – É aquele que só vive presenteando o diretor.

CIGANO – É aquele que vive de escola em escola.

FAMOSO – É aquele que por onde passa é reconhecido “lá vai ele".

VAIDOSO – É aquele que não dá aula, mas anda sempre com o livro de baixo do braço.

PIPOCA – É aquele que de vez em quando explode em sala de aula.

CIENTISTA – É aquele que passa o tempo todo procurando um método, como remédio de todos os males.

COMO ELE – É aquele que nas capacitações só diz: “eu fiz como ele".

CANINHA – É aquele que só dá aula depois que toma uma.

BRINCALHÃO – É aquele que dá aula o ano inteiro, e no carnaval ainda se fantasia de professor.

ESPARRENTO – É aquele que só dá aula gritando, pra todo mundo ouvir

PEDREIRO – É aquele que dá mais de 12 horas-aula por dia.

EGOÍSTA – É aquele que diz a todo mundo que é o único que ensina.

VIGIA – É aquele que só gosta de dar aula à noite.

AZARENTO – É aquele que diz não poder dar aula no dia seguinte porque vai resolver um problema e na saída do motel encontra-se com o diretor.

SONHADOR – É aquele que vive pensando que a educação vai mudar a sociedade.

EX-PROFESSOR – É aquele que nunca deixou de ser.

ACANHADO – É aquele que escuta o que os outros falam, não emite opinião, mostra sempre um sorriso.

CANTOR – É aquele que não ensina, e passa o tempo todo cantando para disfarçar.

FAÍSCA – É aquele que já entra na sala de aula gritando.

EXECUTIVO – É aquele que tem seu diário de classe sempre em perfeita ordem e com objetivos que nem ele sabe atingir.

ASSISTENCIALISTA – É aquele que pode até passar fome, mas faz belíssimas festas na escola, compra presentes, leva o aluno no médico, e ainda compra material didático.

ABORTO – É aquele que odeia criança, mas foi ser professor por não saber fazer outra coisa.

XEROX – É aquele que nada cria, nada transforma, tudo copia.

BOM BRIL – É aquele que tem 1001 utilidades na escola.

SÍLVIO SANTOS – É aquele que é autoritário disfarçado de democrata.

IBOPE – É aquele que concorda com a maioria mesmo antes de ouvi-la.

CAMALEÃO – É aquele que troca de cor de acordo com o poder que estiver de plantão.

ATRASADINHO – É aquele que não avança e critica quem se atualiza.

POPULISTA – É aquele que dá nota gratuita para todos.

LEITOR – É aquele que sabe ser e sabe o significado de todos os tipos, e ainda pode se identificar.

TRAPACEIRO - É aquele que enrola os alunos, a supervisão, a direção e o Secretário de Educação.

TROVÂO - Parece que está usando um megafone para dar aula.

HUMORISTA -Vive fazendo piadinhas sem graça durante a aula.

ALUNO - Olha pessoal, eu não estou aqui para ensinar. Estou aqui par aprender com vocês.

POLÍTICO INTERESSEIRO - Este é bonzinho quase o ano inteiro nunca dá prova. O aluno nunca participa das aulas e mesmo assim a nota varia de 8 a 10.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Atributos vitais de um bom professor

Mesmo sendo o principal responsável pela aprendizagem dos seus alunos, este ofício não deve ser atribuída somente ao professor, mas a todos os que fazem a educação. Todavia, para que ele possa cumprir bem com o seu papel social precisa ter conhecimento técnico, ser comprometido e saber trabalhar em equipe.


Conhecimento Técnico
A maioria absoluta dos professores não está preparada para trabalhar com as transformações que a sociedade vem passando. Efetivamente, estamos inseridos em uma nova sociedade, baseada na informação e no conhecimento, propiciada pela expansão sem precedentes das tecnologias de comunicação em massa e pela revolução dos meios de produção, tendo como fonte de produtividade básica, o nível de uso de tecnologia de ponta. É o que podemos chamar de Sociedade da Informação. A atual sociedade da informação não está focada na obtenção isolada do conhecimento, e sim, na sua aplicação para gerar mais conhecimento, de forma intermitente e interativa.

Diante desse contexto, o professor não está instruído para contribuir efetivamente com a inclusão do seu aluno nessa sociedade altamente tecnificada. A educação que a escola oferece ao jovem de hoje está gerando muito mais exclusão do que inclusão para a sociedade da informação. É culpa do professor? Em parte sim. O que não é culpa dele é ter passado anos numa faculdade que não o preparou com qualidade para contribuir efetivamente na inclusão do seu aluno nessa sociedade que não perdoa o jovem despreparado. É culpa dele quando não reivindica dos governantes o direito de continuar se aperfeiçoando e quando usa de desculpas para não manter-se atualizado.


Não basta saber Matemática, Geografia, Língua Portuguesa ou outra disciplina. É fundamental saber a melhor metodologia para trabalhar as diversas áreas do conhecimento. Nosso aluno, até mesmo o favorecido economicamente, está mergulhado no mundo dominado pela internet (Orkut, MSN, Blog, Fotoblog, Youtube...), celular, câmeras fotográficas digitais, televisão, etc. Sendo assim, como um professor que não sabe nem fazer uma pesquisa na internet poderá ajudar seu aluno a se inserir nesse ambiente altamente competitivo? Nos dias de hoje é inadmissível que o professor não tenha pelo menos os conhecimentos básicos de informática.

Comprometido com o que faz
Mesmo que um professor tenha todo o conhecimento técnico para lecionar, se ele não estiver motivado não adiantará nada. Tomo como exemplo o quadro de professores do município de Baraúna. Todos eles têm pelo menos um curso superior, sem falar em uma boa parte deles com especialização. Mas o que poderia ser uma grande vantagem para o sistema educacional do município se transformou num grupo de pessoas que não consegue tirar o município da vergonha nacional, ou seja, depois do concurso o nível dos professores melhorou, mas a qualidade do ensino caiu vertiginosamente. Logo, está provado que só o conhecimento técnico não é suficiente para alcançarmos uma educação de qualidade.

Não se motiva um professor somente com elogios, mas proporcionando melhores salários; oferecendo capacitação contínua; condições adequadas de trabalho; possibilitando tempo para o professor estudar, avaliar e planejar; criar uma rede de apoio ao seu trabalho e ouvindo mais o que o professor tem a dizer e combatendo as inúmeras injustiças cometidas pelo sistema educacional e político.


Antes de sermos profissionais somos seres humanos com sentimentos e não adianta cobrar de um professor compromisso enquanto as injustiças contra ele não sejam solucionadas. Entre as várias injustiças cito:
  • É o único profissional da escola que se cobra cumprimento de tempo.
  • É o único que sofre intimidação no desconto dos dias não pagos enquanto outros não sofrem a mesma exigência.
  • Valorização de um companheiro incompetente e descomprometido.
  • Apoio político como único critério de promoção.
  • Cobrança implacável com os professores que pelo menos cumpre horário enquanto com outros se faz vistas grossas por causa do apadrinhamento político ou amizade.
  • Responsabilizar somente o professor pela péssima educação das nossas crianças e jovens
  • Governantes impiedosos com a luta por melhoria salarial. Qualquer prefeito que queira assumir a educação do seu município como prioridade de governo, precisa antes de tudo corrigir essas injustiças e valorizar os bons professores para só depois exigir resultados.

Trabalhar em equipe
O trabalho em equipe, um termo que se emprega com freqüência nas reuniões, depende da organização e desenvolvimento das atividades que os professores, equipe pedagógica e direção mantenham. Sabemos que trabalhar em equipe é o modelo ideal, mas não é o que vem acontecendo em nossas escolas. Falta um projeto para nortear o trabalho em equipe, falta apoio de uma equipe pedagógica qualificada e comprometida, falta tempo para o professor desenvolver um projeto colaborativo com seus colegas e alunos e uma direção com perfil de liderança as mudanças necessárias e urgentes. Como professor tenho às custas de muito sacrifício e teimosia executar alguns projetos colaborativos, mas a adesão dos colegas não ocorre por falta de apoio pedagógico, tempo para pesquisar, planejar, executar e avaliar o projeto.

Fico ouvindo discursos de pessoas que falam que devemos trabalhar projetos coletivos, mas não dar condições para isso. O trabalho em equipe é vital para o professor conseguir os resultados, mas não é fácil. Vejo os professores trabalhando isoladamente sem apoio nenhum. Para educar uma criança ou jovem é necessário um esforço conjugado, mas o que vemos são professores abandonados na sua sala de aula enquanto isso muitos que deveriam somar esforços com ele não está nem um pouco preocupados. O trabalho em equipe só funciona com pessoas motivadas e com uma liderança empenhada com as metas provedoras de mudanças.


Na verdade, o modelo de gestão praticado nas escolas é cada professor por si e Deus por todos.


sábado, 24 de abril de 2010

Professor ruim reprime potencial de bom aluno, mostra estudo

Um professor ruim pode impedir que uma criança atinja seu pleno potencial. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Universidade Estadual da Flórida e publicado na edição desta semana da revista Science e que, segundo os autores, pode pôr fim ao debate sobre qual a influência predominante na educação, a qualidade do ensino ou a genética do aluno.

"Quando as crianças recebem uma instrução melhor, elas tendem a se desenvolver em sua trajetória ótima", disse a psicóloga Jeanette Taylor, principal autora do trabalho. "Quando a instrução é menos eficiente, o potencial não é otimizado e as diferenças genéticas não se manifestam".

A psicóloga e seus colegas analisaram os impactos do potencial genético e da qualidade do ensino a partir do desempenho de pares de gêmeos fraternos e univitelinos. Os univitelinos têm a mesma constituição genética e os fraternos, em média, partilham apenas metade dos genes.

Os pesquisadores analisaram 280 pares de gêmeos univitelinos e 526 de fraternos, no primeiro e segundo ano de escolas de diversos ambientes sociais.

Usando as notas dos testes de fluência oral dos gêmeos, que avalia a capacidade de leitura, estimaram quanto da variação na capacidade de leitura era causada por fatores genéticos. Em seguida, usaram a nota média dos demais estudantes da classe para fazer um índice da qualidade dos professores.

O resultado foi de que o potencial genético estimado dos estudantes só era atingido quando o índice de qualidade do professor também é alto.

"Quando a qualidade do professor é muito baixa, a variação genética é reprimida, enquanto que, quando a qualidade é muito alta, a variação genética floresce".

Os autores destacam que outros fatores, como colegas de classe e os recursos físicos da escola também podem influenciar o resultado, mas que ignorar o impacto da qualidade do professor em favor de outros fatores seria "uma oportunidade perdida".

(O Estado de S.Paulo)