domingo, 19 de dezembro de 2010
"Professor se forma na escola"
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Curso para formar professor deve ser pago pelo governo, propõe Cristovam
Em entrevista à Agência Senado nesta segunda-feira (25), Cristovam Buarque disse que essas providências seriam mais efetivas do que os dois decretos editados recentemente pelo governo para facilitar o financiamento de curso superior. Para ele, esses decretos, que mudam as regras do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), são importantes e reduzem as dificuldades dos estudantes, mas não são suficientes para fazer frente às necessidades educacionais do Brasil.
Um dos decretos (7.338/2010) acaba com a necessidade de fiador para acesso ao Fies e o outro (Decreto 7.337/2010) amplia o prazo para que o estudante comece a pagar o financiamento.
- As medidas [contidas nos decretos presidenciais] são válidas, são importantes, têm meu apoio, mas eu queria mais. Queria que ninguém precisasse, nesse país, pedir empréstimo para ser estudante e se formar nas profissões de que o Brasil precisa. Cobrar de alguém que quer estudar para ser professor é como cobrar, durante uma guerra, para que o jovem pague para treinar para ser soldado - disse Cristovam.
Na opinião do senador, o estudante de licenciatura que não conseguisse vaga nas universidades públicas deveria estudar em faculdade particular com mensalidade paga integralmente pelo governo.
- O Brasil precisa de professor. É como se o país precisasse de soldados. Estamos numa guerra, mas nem o povo nem os governantes perceberam. O que a gente faz quando está em guerra? Procura soldados. E gasta dinheiro para formar os soldados - comparou.
Sem fiador
O Fies já financiou mais de seiscentos mil cursos no país e a necessidade de garantia sempre foi uma das dificuldades para acesso ao programa. Com o Decreto 7.338/2010, o governo institui o Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo, que substituirá a necessidade de fiador, conforme portaria do Ministério da Educação. O fundo será mantido pelo Tesouro Nacional e pelos estabelecimentos de ensino que aderirem ao programa.
Apenas poderão fazer uso do benefício os estudantes que cursarem licenciaturas ou que tenham renda familiar inferior a um salário mínimo e meio per capita. Bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni) que queiram financiar o restante da mensalidade também poderão pedir dispensa de fiador.
Já com o Decreto 7.337/2010, o governo busca ampliar os prazos para quitação dos débitos - a primeira parcela passará a ser cobrada 19 meses após a conclusão do curso. A nova norma também prevê parcelamento do saldo devedor por um período equivalente a até três vezes o tempo de estudo do aluno na condição de financiado, acrescido de doze meses. Pela nova norma, que altera a lei que instituiu o Fies (Lei 10.260/ 01), a amortização do financiamento poderá ser antecipada, quando for de interesse do estudante.
(Agência Senado)
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
15 de outubro, dia do professor: o que temos a comemorar?
A Constituição do Brasil estabelece que a educação é direito de todos os cidadãos e dever do Estado. O professor é peça fundamental para cumprir essa determinação da nossa Carta Magna. Mas assistimos hoje a um assustador abandono da profissão.
Já faz muito tempo que a carreira do magistério deixou de ser atraente. Há cerca de 30 anos o salário de um professor se equiparava ao salário de um juiz ou desembargador. Hoje a situação do professor da Rede Pública de Ensino na Educação Básica em nosso país é humilhante. Seu salário médio é o mais baixo entre as carreiras que exigem graduação para poder ser exercida. Médicos e advogados chegam a ter um salário quatro vezes maior que um professor. E um juiz recebe um salário 20 vezes maior que o de um professor. Qual o motivo de tamanha disparidade salarial?
Este ano, apenas 2% do orçamento foram destinados à educação e 30% foram destinados para o pagamento da dívida externa do país. O resultado dessa política é que o Brasil, apesar de ser a oitava economia do mundo, ocupa o vergonhoso 88º lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação (IDE) elaborado pela Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Com o pouco investimento destinado à educação, os governos encontraram uma forma ainda mais eficiente de reduzir os gastos no setor: a contratação de professores temporários. No caso de Baraúna-RN, muitos professores aceitam que a prefeitura deposite o salário desses temporários no seu contracheque, ou seja, são coniventes com o não cumprimento da Lei.
Dê um click nos posts abaixo e faça sua reflexão se os professores de Baraúna têm o que comemorar no seu dia.
- Não cumprimento do Plano de Carreira de Baraúna desmotiva professores a estudar
- Fundeb de Baraúna aumenta e professores padecem por aumento de salário
- Plano de Carreira do Magistério de Baraúna não é cumprido e tem apoio da classe
- Nota de Esclarecimento
- Coincidência ou manobra?
- Desprezo da Prefeitura de Baraúna motiva mobilização dos professores
- Professores de Baraúna reivindicam na justiça direitos perdidos no Plano de Carreira
- O Plano de Carreira do Magistério de Baraúna não está sendo cumprido em sua totalidade
- Prefeitura de Baraúna é indiferente com reajuste dos salários dos professores
- Autópsia da educação de Baraúna
- Colegas professores. O Bolsa Família nos espera
quinta-feira, 17 de junho de 2010
A cada dia, um professor se licencia por dois anos

Pesquisa diz que 25% dos professores da rede privada sofrem bullying
segunda-feira, 14 de junho de 2010
CE vota projeto sobre a formação de professores para a educação infantil
Os docentes de nível médio formados em cursos de magistério poderão continuar a lecionar na educação infantil e nos cinco primeiros anos do ensino fundamental. É o que defende a senadora Fátima Cleide (PT-RO) em parecer apresentado ao PLC 280/09, projeto de iniciativa da Presidência da República. A matéria é o primeiro item da pauta da reunião da Comissão de Educação marcada para a esta terça-feira (15), às 10h.
Quando foi enviado ao Congresso pela Presidência, o projeto, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), exigia nível superior (em curso de licenciatura realizado em universidades ou institutos superiores de educação) para os professores da educaçãobásica. Apenas nas localidades onde comprovadamente não houvesse formados em nível superior é que seria admitida a contratação de professores com nível médio para aeducação infantil e as quatro séries iniciais do ensino fundamental.
"Não me parece - e foi também a opinião majoritária dos que participaram da Conferência Nacional de Educação [Conae] - que a sociedade brasileira esteja em condições de prescindir do curso Normal para a formação inicial dos professores. É na idade da oferta do nível médio (de 15 anos em diante) que a maioria dos que são sensíveis ao trabalho docente junto a crianças está disponível para estudar e ser supervisionada em práticas pedagógicas nas escolas públicas", afirma Fátima Cleide ao justificar a alteração que fez à proposta original.
O projeto tramita em conjunto com o projeto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), oPLS 54/07 e ainda deverá ser votado pelo Plenário.
(Agência Senado)
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Abertas as pré-inscrições na Plataforma Freire
O Plano Nacional de Formação foi criado pelo Ministério da Educação e é destinado aos professores em exercício das escolas públicas estaduais e municipais sem formação adequada à LDB, oferecendo cursos superiores públicos, gratuitos e de qualidade, com a oferta cobrindo os municípios de 21 estados da Federação, por meio de 76 Instituições Públicas de Educação Superior, das quais 48 Federais e 28 Estaduais, com a colaboração de 14 universidades comunitárias.
O Calendário de Pré-inscrição de Formação Inicial para o 2º Semestre de 2010 é a seguinte:
- 10 de maio: Abertura de pré-inscriçõe, permitida a pré-inscrição do candidato em apenas um curso.
- 29 de maio: Encerramento das pré-inscrições.
- 01 de junho: Abertura das validações das pré-inscrições pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Educação.
- 17 de julho: Encerramento das validações e envio de pré-inscrições às Instituições Formadoras de Educação Superior (IES).
- 19 de julho: Início dos processos seletivos pelas IES.
Acesse o portal do Plataforma Freire AQUI.
sábado, 5 de junho de 2010
De dez docentes, dois atuam em mais de uma escola
domingo, 9 de maio de 2010
Tipos Clássicos de Professores(a)
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Atributos vitais de um bom professor
Mesmo sendo o principal responsável pela aprendizagem dos seus alunos, este ofício não deve ser atribuída somente ao professor, mas a todos os que fazem a educação. Todavia, para que ele possa cumprir bem com o seu papel social precisa ter conhecimento técnico, ser comprometido e saber trabalhar em equipe.
Diante desse contexto, o professor não está instruído para contribuir efetivamente com a inclusão do seu aluno nessa sociedade altamente tecnificada. A educação que a escola oferece ao jovem de hoje está gerando muito mais exclusão do que inclusão para a sociedade da informação. É culpa do professor? Em parte sim. O que não é culpa dele é ter passado anos numa faculdade que não o preparou com qualidade para contribuir efetivamente na inclusão do seu aluno nessa sociedade que não perdoa o jovem despreparado. É culpa dele quando não reivindica dos governantes o direito de continuar se aperfeiçoando e quando usa de desculpas para não manter-se atualizado.
Não se motiva um professor somente com elogios, mas proporcionando melhores salários; oferecendo capacitação contínua; condições adequadas de trabalho; possibilitando tempo para o professor estudar, avaliar e planejar; criar uma rede de apoio ao seu trabalho e ouvindo mais o que o professor tem a dizer e combatendo as inúmeras injustiças cometidas pelo sistema educacional e político.
- É o único profissional da escola que se cobra cumprimento de tempo.
- É o único que sofre intimidação no desconto dos dias não pagos enquanto outros não sofrem a mesma exigência.
- Valorização de um companheiro incompetente e descomprometido.
- Apoio político como único critério de promoção.
- Cobrança implacável com os professores que pelo menos cumpre horário enquanto com outros se faz vistas grossas por causa do apadrinhamento político ou amizade.
- Responsabilizar somente o professor pela péssima educação das nossas crianças e jovens
- Governantes impiedosos com a luta por melhoria salarial. Qualquer prefeito que queira assumir a educação do seu município como prioridade de governo, precisa antes de tudo corrigir essas injustiças e valorizar os bons professores para só depois exigir resultados.
Fico ouvindo discursos de pessoas que falam que devemos trabalhar projetos coletivos, mas não dar condições para isso. O trabalho em equipe é vital para o professor conseguir os resultados, mas não é fácil. Vejo os professores trabalhando isoladamente sem apoio nenhum. Para educar uma criança ou jovem é necessário um esforço conjugado, mas o que vemos são professores abandonados na sua sala de aula enquanto isso muitos que deveriam somar esforços com ele não está nem um pouco preocupados. O trabalho em equipe só funciona com pessoas motivadas e com uma liderança empenhada com as metas provedoras de mudanças.
Na verdade, o modelo de gestão praticado nas escolas é cada professor por si e Deus por todos.