Para melhorar a qualidade da educação na próxima década, o Brasil precisa atrair para a carreira docentes os jovens mais talentosos do ensino médio, garantindo profissionais mais qualificados nas salas de aula. É o que aponta um estudo divulgadoontem pelo do Banco Mundial. Entretanto, diz a instituição, nos últimos anos cresceram muitos os gastos com professores no país, sem um retorno desse investimento. Na avaliação do ministro da Educação, Fernando Haddad, não é possível melhorar a qualidade do ensino oferecido sem aumentar significativamente a remuneração do docente. Segundo ele, hoje um professor ganha 40% menos do que outros profissionais de nível superior. Ainda que as melhorias salariais sejam feitas, levará tempo até que a carreira volte a ser atraente para a juventude, afirmou. “Na Alemanha, eles aumentaram o salário dos professores nos anos 50 e os jovens levaram quase dez anos para perceber. A sociedade levou quase uma década para assimilar que algumas coisa estava acontecendo. Ainda pagamos 60% do que deveríamos pagar, o salário médio do professor não pode ser inferior ao salário das demais profissões. Isso é uma posição cristalizada do MEC.” O coordenador de Desenvolvimento do Banco Mundial no Brasil, Michele Gragnolati, disse que a questão do professor é um problema “complexo”, que não se resolve apenas com salário. O relatório do Banco Mundial também coloca como exemplo de experiências bem‐sucedidas o pagamento de bônus a professores por bom desempenho, com base no resultado dos alunos nas avaliações. Essa política é adotada em alguns estados, como São Paulo e Minas Gerais, e muito criticada pela categoria. Haddad ressaltou que a fórmula não pode ser replicada em todas as unidades da Federação, mas evitou se manifestar contra ou a favor de tal modelo. “O que funciona em um estado não funciona em outro. Todo professor quer ser avaliado por mérito. A pergunta é: como aferir o mérito do professor. Alguns entendem que deve ser pelo desempenho dos alunos em testes padronizados, outros por avaliação didático‐pedagógica. Não podemos passar uma receita de bolo”, disse. O ministro lembrou também projeto lançado este ano para criar o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, uma espécie de Enem dos professores. Os participantes poderiam usar a nota obtida na prova para ingressar em diferentes redes de ensino. A primeira edição seria em 2011. “É preciso combinar a melhoria das condições salariais com um ingresso mais criterioso na carreira. Não há critério muito adequado, os concursos são mal feitos, temos muito professores temporários trabalhando”, citou. |
Fonte: Agência Brasil |
sábado, 1 de janeiro de 2011
Banco Mundial diz que Brasil precisa melhorar qualificação de professores
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Ministro da Educação afirma que salário de professor será prioridade no governo Dilma
sábado, 4 de dezembro de 2010
Plano nacional de educação quer fixar em lei reajuste a professor
O Plano Nacional de Educação para 2011-2021, que o governo está terminando de desenhar, trará ao menos uma proposta que promete incomodar estados e municípios e criar uma briga no Congresso: o reajuste real, previsto em lei, para o piso dos professores. Hoje em R$ 1.024,67, o piso, aprovado em 2008, ainda é considerado baixo pela União, mas quem paga a conta, prefeituras e governos estaduais, julga o valor atual alto.
"O problema não é aumentar. Os professores precisam ganhar bem. A questão é quem vai pagar a conta. As prefeituras estão no limite", diz o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski.
Aprovado em 2008 já com a previsão de um aumento anual com base na inflação, o piso foi alvo de ações na Justiça por parte de governadores e prefeitos que alegavam a impossibilidade de pagar R$ 950 (valores de 2009) para seus professores.
A lei foi mantida e em 2010 o piso subiu para os atuais R$ 1.024,67. Ainda assim, avalia o governo, é pouco. Um professor, que hoje precisa ter curso superior, não pode ganhar menos do que trabalhadores sem qualificação, como ocorre hoje. A intenção é chegar, aos poucos, a R$ 3 mil. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Dezesseis estados não têm plano de educação, diz pesquisa.
(G1)
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Não cumprimento do Plano de Carreira de Baraúna desmotiva professores a estudar
sábado, 21 de agosto de 2010
MEC discute com Câmara dos Deputados a previsão de reajuste do Piso para 2011
Ao passo que o Ministério da Educação discute com Câmara dos Deputados a previsão de reajuste do Piso para 2011, Baraúna segue sem cumprir seu Plano de Carreira, Cargos, Salário e Remuneração do Magistério Público Municipal.
Na última terça-feira (17), a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados promoveu audiência pública para discutir o reajuste do PSPN, em 2011. A CNTE participou da atividade juntamente com o Ministério da Educação, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação e a Confederação Nacional dos Municípios.
As previsões preliminares apresentadas pelo Ministério da Educação confirmam um reajuste do Piso, no próximo ano, na ordem de 15,29%. Esse percentual, desde já, serve de referência para estados e municípios preverem, em seus projetos de leis orçamentárias, o menor vencimento inicial para a carreira do magistério público.
Outro ponto relevante do debate com os parlamentares referiu-se à aprovação do PL 3.776 - na versão modificada pelo PLC 321/09, do Senado - fruto de acordo envolvendo o Parlamento, gestores e trabalhadores. O referido projeto prevê ganho real anual para o Piso, bem como salvaguarda de aplicação mínima do Índice de Preços ao Consumidor na hipótese de o percentual de correção do valor mínimo do Fundeb ser inferior ao INPC/IBGE.
A Frente Parlamentar em Defesa do PSPN fará uma pressão ao Supremo Tribunal Federal a votar o mérito da ADI 4.167, impetrada pelos governadores “Inimigos da Educação, Traidores da Escola Pública” no dia 16 de setembro, quando será entregue aos ministros do Tribunal um dossiê sobre o descumprimento da Lei 11.738 e o pedido de urgência para julgamento da ADI 4.167.
Enquanto isso os professores do município de Baraúna-RN não tiveram nem o reajuste do piso este ano. Reajuste esse de mais de 15% defendido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e de 4,76% estabelecido pelo Ministério da Educação. Resultado: nem uma coisa nem outra.
Até quando os professores silenciarão diante do não cumprimento do Plano de Carreira, Cargos, Salário e Remuneração do Magistério Público Municipal? Os professores ainda terão a coragem de reforçar tanta injustiça com a classe votando nos candidatos de quem não cumpre a lei e acha que a esmola que o professor recebe está muito bom?
Com informações da CNTE.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Má gestão e desvio de dinheiro emperra pagamento de piso a professores
Piso salarial dos professores foi tema de debate na Comissão de Educação e Cultura, na tarde de terça-feira (17).Deputados da casa, representantes de entidades e o secretário-geral da CNTE, Denílson Bento da Costa, se reuniram para discutir o índice de reajuste do valor do PSPN. Durante o debate realizado na Comissão, o coordenador-geral do Fundeb, Wander Borges, demonstrou que o governo federal separou quase R$ 7 bilhões neste ano para complementar os recursos do fundo nos municípios. Por essa razão, foi apontado que não há justificativa para as prefeituras descumprirem a lei (11.738/08) que instituiu o piso salarial nacional da categoria. "Para aonde estão sendo levados esses R$ 6,9 bilhões? Desafio qualquer município a provar que deu, nos últimos três anos, um aumento salarial acumulado de 30% aos professores. O dinheiro tem sido desviado, e não podemos concordar com isso. As prefeituras incham suas folhas de pagamento com cargos de confiança e depois dizem não ter recurso para a educação”, afirmou o deputado Severiano Alves (PMDB-BA). O deputado acusou as prefeituras de não pagarem aos professores do ensino básico o piso salarial de R$ 1.024, definido pelo Ministério da Educação (MEC), devido à má gestão e ao desvio de recursos. A declaração foi feita, nesta terça-feira, após audiência pública da Comissão de Educação e Cultura sobre o tema. Já o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, rebateu a acusação. Para ele, a declaração do deputado é meramente "eleitoral", pois até hoje nenhum município recebeu qualquer recurso extra para o pagamento do piso do magistério. "A complementação é, na verdade, de 10% sobre o total (R$ 700 milhões, e não R$ 7 bilhões) que a União disponibilizar para o piso. A legislação, porém, determinou, entre outros requisitos, que o município precisa provar que possui mais alunos na área rural do na urbana para ter direito a receber o dinheiro", explicou. Na audiência pública, ficou claro que estados, municípios, governo federal e professores ainda estão longe de chegar a um consenso sobre os critérios de reajuste do piso da categoria. Cinco governadores já recorreram à Justiça argumentando que o piso é inconstitucional. O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não julgou o mérito, mas decidiu, em liminar, que estados e prefeituras podem somar as gratificações pagas aos professores para atingir o valor do piso. O secretário geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Denilson da Costa, sustentou que o piso deve englobar apenas o vencimento do início de carreira, sem contar nenhuma outra vantagem. Ele afirmou ainda que a entidade prepara um relatório com a lista de todos os municípios onde a lei está sendo descumprida. (CNTE - 18/08/2010) |
sábado, 31 de julho de 2010
Salário de professor varia até quatro vezes entre Estados
sábado, 17 de julho de 2010
Fundeb de Baraúna aumenta e professores padecem por aumento de salário

Ao arrepio da Lei, o Ministério da Educação, baseado em parecer da Advocacia Geral da União, considerou o piso nacional, em 2010, no valor de R$ 1.024,67 para trinta horas semanais. Na visão da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação - CNTE, o valor do piso deveria ser R$ 1.312,85. Para o ano de 2011 a previsão de reajuste, elevaria o piso à quantia de R$ 1.181,34 na visão dos gestores e R$ 1.513,58 na visão da CNTE.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Orçamentos devem prever reajuste do PSPN para 2011
A legislação orçamentária nacional prevê que até o dia 31 de agosto, os Executivos estaduais, municipais e distrital devem encaminhar suas propostas de Lei Orçamentária Anual (LOA) para os respectivos poderes legislativos, de modo que, necessariamente, a previsão de reajuste dos vencimentos (ou remunerações, segundo liminar do STF à ADI 4.167) inicias de carreira do magistério público da educação básica, a viger a partir do 1º de maio de 2011 - conforme estipula o PLC 321/09, aprovado semana passada no Senado - não poderá ficar abaixo do piso salarial profissional nacional da categoria, que, de acordo com as estimativas atuais, sofrerá reajuste de 15,29% em 2011.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Piso Nacional dos Professores deve ser corrigido ao menos pela variação anual do INPC
O reajuste do piso salarial nacional dos professores da educação básica deve passar a contar com a garantia de recomposição anual de seu valor no mínimo pela variação da inflação do ano anterior, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). É o que estabelece o substitutivo ao Projeto de Lei da Câmara 321/09, de autoria do Executivo, aprovado nesta quarta-feira (7) pelo Plenário do Senado. A matéria volta para análise da Câmara.
A legislação que instituiu o piso (Lei 11.738/09) estabelece reajuste anual atrelado ao crescimento do valor anual mínimo por aluno do Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb). Sem eliminar esse critério, a alteração que pode ser introduzida no texto da lei fará prevalecer a variação do INPC caso o crescimento do valor do piso fique abaixo da inflação.
O que aprovamos é que o reajuste será equivalente à variação do custo aluno do Fundeb, para manter a ligação entre a política de financiamento da educação como um todo. No entanto, esse reajuste nunca poderá ser inferior ao INPC do ano anterior - comentou Ideli, ao fim da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos em que a matéria foi aprovada pela manhã.
Aprovada há dois anos pelo Congresso, a lei que instituiu o piso nasceu de projeto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF). O valor foi fixado em R$ 950,00, mas uma regra de transição autorizou aos municípios pagar em 2009 até dois terços do mínimo estabelecido. Para 2010, o valor foi reajustado para R$ 1.024,67, com base na variação do valor por aluno.
O substitutivo que Ideli Salvatti (PT-SC), como relatora, recomendou à CAE, e que foi aprovado no Plenário, foi o mesmo texto aprovado antes pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), também produzido por Cristovam Buarque.
Ao enviar a proposta ao Congresso, o governo pretendeu apenas corrigir dúvidas sobre o período de cálculo da variação do valor aluno que deveria ser considerado. Agora, o texto determina que o valor a ser utilizado refere-se à variação do valor entre os dois exercícios anteriores ao ano em que será publicada a atualização do piso, no mês de maio, por ato do governo.
O valor aluno do Fundeb foi criado como referencial do custo da educação por estudante, servindo para orientar os gastos mínimos que devem ser feitos por municípios e estados, havendo complementação para aqueles que comprovem insuficiência de recursos para bancar as despesas.
(Agência Senado)
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Plano de Carreira do Magistério de Baraúna não é cumprido e tem apoio da classe
- O Projeto de Lei de reformulação do Plano de Carreira do Magistério de Baraúna enviado para a Câmara de Vereadores não foi o aprovado pela comissão e professores. No dia 04 de maio do corrente ano os professores que compunha a comissão de elaboração do plano publicaram um comunicado explicando o que houve.
- O reajuste assegurado pelo Plano de Carreira e a Lei 11.738/2008 (Lei do Piso Nacional de Professores) não foi efetuado até o presente momento. Esse reajuste deveria ter sido feito em 01 de janeiro do corrente ano.
- Não foi criado a Comissão de Gestão do Plano.
- Não foi criada a Comissão para elaborar a proposta de normatização da remuneração dos professores por desempenho.
- Professores que estão fora da sala de aula continuam recebendo seus salários na folha de pagamento do Fundeb. Uma colega professora fez um levantamento e me disse que hoje são aproximadamente 30 professores que estão fora de sala de aula e que continuam a receber com recursos do Fundeb, sem falar nos funcionários.
- Direção da Escola Manoel de Barros que deveria ser gerida por um diretor geral e três adjuntos está sendo feita por apenas um diretor geral.
- Professores continuam a serem cedidos a outras repartições públicas e sendo pagos com recursos do Fundeb.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Piso salarial dos professores poderá ser fixado em R$ 1,2 mil e ter forma de reajuste alterada
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou nesta terça-feira (25) substitutivo do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) a projeto de lei do Executivo alterando a forma de reajuste do piso salarial nacional dos professores da educação básica. A matéria ainda será examinada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), antes de ser encaminhada ao Plenário.
Pelo texto aprovado, o reajuste do piso profissional nacional do magistério público da educação básica será atualizado anualmente, no mês de janeiro, a partir de 2011. Tal atualização será calculada usando o somatório da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos 12 últimos meses e a variação entre as receitas nominais totais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Esse cálculo, de acordo com o projeto, inclui a complementação da União no que diz respeito aos dois últimos períodos de 12 meses, descontado o INPC de duas variações aferidas em 30 de junho do ano anterior.
Cristovam Buarque disse que o substitutivo à proposta (PLC 321/09) resultou de negociações e estudos técnicos com o ministro da Educação, Fernando Haddad e com representantes do magistério. A proposta também atualiza para R$ 1.200 o valor do piso nacional da categoria.
Na avaliação da presidente da CE, senadora Fátima Cleide (PT-RO), a aprovação da matéria é importante para a valorização do profissional da educação.
Fonte: Agência Senado
terça-feira, 4 de maio de 2010
Nota de Esclarecimento
Depois do Secretário Municipal de Educação do município de Baraúna ter falado que as mudanças feitas por ele na Proposta de Projeto de Lei do Plano de Carreira do Magistério Público de Baraúna ter sido aprovado pela comissão, seus membros resolveram corrigir o que foi dito aos professores na assembleia da classe via nota de esclarecimento aos professores e publicações da proposta da classe e a enviada para Câmara de Vereadores que posteriormente se transformou em Lei.
Acesse os documentos:
- Comunicado da Comissão aos Professores
- Proposta de Plano de Carreira do Magistério aprovado pelos professores
- Projeto de Lei do Plano de Carreira do Magistério de Baraúna enviada pela Prefeitura à Câmara de Vereadores e sancionada pela prefeitura.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Coincidência ou manobra?
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Desprezo da Prefeitura de Baraúna motiva mobilização dos professores
- Reajuste dos salários. A Lei do Piso e do Plano de Carreira do Magistério do Município estabelece que a prefeitura faça o reajuste dos salários no mês de janeiro e use o percentual de aumento do valor por aluno como índice de reajuste.
- Fixação do calendário de pagamento. Mesmo sabendo que não há atrasos nem diminuição dos repasses do Fundeb à prefeitura vem atrasando o pagamento dos professores todos os meses.
- Mudança de letra. O Plano de Carreira determina que a mudança de letra seja feita de acordo com avaliação de desempenho dos professores, no entanto, muitos professores tinham adquirido o direito de mudar de letra em 2010 e com o novo plano perderam esse direito.
- Redução da carga horária de 40 para 30 horas. Esta reivindicação deve-se ao fato do concurso de 1996 o edital estabelecia uma carga horária de 40 horas.
- Nomeação dos Conselheiros da Comissão de Gestão do Plano de Carreira. Esta comissão tem a função de fiscalizar a execução do Plano.
- Criação do Grupo de Trabalho para elaboração dos critérios de avaliação de desempenho dos profissionais da educação.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Professores de Baraúna reivindicam na justiça direitos perdidos no Plano de Carreira
sábado, 3 de abril de 2010
O Plano de Carreira do Magistério de Baraúna não está sendo cumprido em sua totalidade
- Reajuste dos salários: o artigo 55 do Plano de Carreira e o artigo 5º da Lei do Piso Nacional de Professor estabelecem que seja reajustado em janeiro de cada ano o salário dos professores e terá como base de cálculo o valor por aluno. Enviamos uma proposta para a prefeitura e até o momento o gestor municipal não deu a mínima importância a nossa reivindicação garantida em Lei. Lembrete: comparando os três primeiros meses de 2009 e 2010 houve um aumento de 26,15% nos recursos do Fundeb, mais precisamente um acréscimo médio mensal de mais de R$ 134.000,00. Pelo visto o problema não é falta de dinheiro.
- Criação da Comissão de Gestão do Plano: o Sindserb enviou ofício indicando os representantes dos professores e do sindicato ao secretário de educação, mas não recebemos resposta quanto a nomeação dos conselheiros. Entre as várias atribuições da comissão ela tem o direito e dever de fiscalizar a nomeação dos candidatos aprovados em concurso público, elaborar regulamento de promoções e progressões, proceder a análise de títulos, fiscalizar as condições de trabalho dos professores e a implantação do plano como um todo. Entendeu porque ainda não foi baixado a portaria nomeando os conselheiros?
- Elaboração dos critérios de avaliação: o artigo 8º do Plano estabelece a aprovação de Ato Administrativo criando os critérios de avaliação de desempenho. O Plano assegura a participação dos professores na elaboração do normativo. A prefeitura tinha 60 dias da aprovação do plano para aprovar o normativo. Até agora nada foi feito, pelo menos até onde sabemos. Assim como o Plano de Carreira, fiquem espertos para que não sejam surpreendidos com aprovação da norma na surdina.
- Fixação de calendário de pagamento: o parágrafo único do artigo 23 estabelece que o gestor municipal deve fixar calendário de pagamento dos vencimentos e vantagens para os cargos do Magistério Público Municipal. Por mais de duas vezes os salários dos professores atrasaram por longos nove dias e a desculpa para os atrasos foram os assaltos ocorridos na agência do Banco do Brasil. Agora qual a desculpa pelo atraso do pagamento do mês de março? Será que foi o aniversário pelo nascimento de Jesus Cristo? Outro lembrete: repasses do Fundeb não atrasam. Há duas coisas que tenho certeza absoluta: que pagarei impostos até a morte e os repasses em dia do Fundeb.