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domingo, 26 de dezembro de 2010

Gestão escolar no Brasil deve ser pragmática, defendem especialistas

Avaliação de professores, critérios para a escolha do diretor e foco na sala de aula são alguns dos pontos principais para que a educação melhore, defende a diretora executiva da Fundação Lemmann, Ilona Becskeházy. Para ela, ainda falta "pragmatismo" na resolução dos problemas da educação brasileira.

Apesar de muito se falar em "gestão democrática" na escola, Ilona explica que a gestão no país, hoje, é mais pautada pela burocracia e pela política. "Era para ser uma cadeia de apoio e vira uma cadeia de exercício de poder". No Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), explica, países em que ocorre gestão democrática na escola, vão melhor:

"Os sistemas de ensino mais eficientes são coerentes; o currículo é exigente, o professor é treinado, há uma cadeia que funciona para a sala de aula funcionar, não para o governo aparecer. A educação virou uma arena, um palco onde as pessoas podem aparecer, temos que mudar isso. O foco deve ser a sala de aula", diz.

Ela explica que, dependendo do Estado, a falta de autonomia na gestão da escola chega ao ponto em que é praticamente impossível, para o diretor, mandar um professor embora, mesmo que ele não corresponda ao que é esperado. "Ninguém consegue tirar ele da carreira. Até existe um mecanismo, mas você vira alvo da corrente, vira um problema político", diz.

"Na educação temos que fazer um esforço de capital humano em todas as áreas, temos que ir mudando, melhorando quem está na carreira. É um esforço que demora uma década, mas faz a gente dar saltos".

De acordo com a pesquisa "Perfil do diretor escolar", da Fundação Victor Civita, divulgada em outubro deste ano, de 400 diretores ouvidos em diversas partes do Brasil, 75% dos diretores foram admitidos por eleição direta, concurso público ou seleção técnica. No entanto, na visão de mais de 90% desses profissionais, essas três formas são as mais adequadas para se chegar ao cargo. Enquanto 21% ainda são escolhidos via nomeção política, apenas 5% concordam com esse tipo de procedimento.

Para o pesquisador Simon Schwartzman, do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), a autonomia da escola também é um fator importante para a melhora da educação. "A escola tem que ter autonomia, o diretor deve poder tirar o professor se ele não atuar. Se os Estados não resolverem a questão do diretor, não tem como funcionar. O que a gente sabe com certeza é que a qualidade da escola depende muito do empenho do diretor; ele que estabiliza a qualidade, põe as coisas para funcionar", explica.

Para ele, a área de educação não pode estar politizada e a população deve cobrar, no dia a dia, a melhoria da qualidade do ensino. "As secretarias tem que ter técnicos e as políticas devem ter continuidade; e se o Estado e a população local não se envolverem, não tem como resolver isso. Tem que ter o envolvimento da comunidade local; o governo federal não pode assumir a direção das escolas, não é possível", diz.

(UOL/Portal Aprendiz)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Determinação da Sec. de Educação compromete autonomia da escola Manoel de Barros

Esta semana aconteceu um fato que mesmo não tendo muita importância expõe, não sei se uma fragilidade ou conveniência da atual direção da Escola Manoel de Barros.

No planejamento bimestral, ficou acordado com professores, supervisão e direção que o dia do estudante seria comemorado terça-feira passada. Na manhã da segunda-feira (09/08/2010) perguntei a supervisora do turno matutino se o acordado feito no planejamento do bimestre estava confirmado e ela me falou que a data teria mudado para quinta-feira (12/08/2010).

No mesmo dia chegando à escola perguntei a supervisora do turno vespertino e ela me falou que o diretor tinha definido a sexta-feira como data para comemorar o dia do estudante e que na quarta-feira não teria aulas. Tudo isso foi decidido sem os professores serem pelo menos comunicados do motivo das duas mudanças de datas em apenas um dia.

Em outros tempos a maioria das decisões tomadas pelas direções da escola eram discutidas e aprovadas em reunião com professores e supervisão e nunca tivemos dificuldades para que a Secretaria de Educação acatasse nossas decisões.

A data para mim é o que menos importa, mas o desencontro de informações e a falta de autonomia da direção em não cumprir o que foi acordado com os professores é o que me deixa mais preocupado. A imposição da decisão da Secretaria Municipal de Educação foi vista com preocupação por parte dos professores.

Uma professora muito bem articulada no meio político me falou que a data foi mudada porque o grupo político do prefeito estaria fazendo uma movimentação política no município nesta quarta-feira e havendo aulas no dia poderia esvaziar o evento político.

Será que se a direção da escola fosse escolhida por voto direto isso aconteceria?

Foto: GettyImages

sábado, 31 de julho de 2010

Softwares para gestão de acervo em bibliotecas

Três sugestões de programas para gerenciar o acervo e controlar empréstimos de livros grátis.


Conforme o acervo da biblioteca cresce, o controle sobre entrada e saída de livros vai ficando mais complicado. O uso de um programa de computador pode facilitar o trabalho do bibliotecário ou professor responsável pelos materiais. Indicamos abaixo três opções de softwares livres que podem ser instalados gratuitamente com a ajuda de um técnico de informática.


Biblivre

O Biblivre é um programa para desenvolvimento de bancos de dados de bibliotecas baseados na Web. Através dele, é possível cobrir os mais rotineiros processos da área: como circulação de livros, pesquisas, catalogação de exemplares, entre outros.


Gnuteca

O Gnuteca é um programa para manutenção de acervos de bibliotecas. O software gerencia empréstimos, acervos e processos rotineiros de bibliotecas. Os módulos de uso do programa é totalmente baseado em web.


Openbiblio

O OpenBiblio é um programa de código livre para gestão de acervos de bibliotecas. O programa é desenvolvido para ser utilizado em plataforma Linux, mas também é flexível para ser utilizado em outras.


segunda-feira, 28 de junho de 2010

Falta de foco e apoio compromete projeto de enfrentamento da evasão escolar

Propus no início do ano a implantação da Ficha de Comunicação de Aluno Infrequente - FICAI como um dos instrumentos do enfrentamento da evasão na Escola Manoel de Barros, mas até o momento o projeto não tem conseguido atingir o seu principal objetivo que é a diminuição da evasão dos alunos naquela escola.

Em conversa com a direção da escola fui informado que a coordenação do projeto tinha procurado o Ministério Público do Município (MP), mas não tinha recebido apoio, alegando que o órgão estava muito atarefado para assumir mais uma responsabilidade e foi dada a sugestão da escola procurar o Ministério Público de Mossoró.

Acredito que isso foi o que aconteceu realmente, mas a escola não deve cruzar os braços para um dos mais graves problemas enfrentados pela instituição. A participação do MP é muito importante, mas estamos esquecendo de um parceiro indispensável para enfrentar o problema que são os pais. O que temos visto diariamente são alunos faltando até mais de um mês, inclusive os beneficiários da Bolsa Família.

Já alertei à supervisão, inclusive passando nomes de alunos faltosos, mas o que tem sido feito é muito pouco ou quase nada. Para o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB, o número de alunos evadidos é levado em conta no cálculo do índice. Diante do impacto negativo que o IDEB vem provocando no município acho que os gestores não estão muito preocupados com a situação. Ou será que os alunos evadidos serão contabilizados no Censo Escolar como transferidos?

Além da FICAI propomos outras ações para reduzirmos a evasão. Considero como um dos instrumentos mais importantes no combate a evasão escola a emissão do Boletim Escola. Fiz um sistema em Excel e VBA para gerar o boletim e sabe qual foi o apoio que tivemos? Desprezo. A direção da escola demonstrou interessante pelo programa, mas como sua implantação não depende somente dela, ficou apenas na vontade.

Infelizmente trabalhamos num ambiente onde não se valoriza a inovação e a criatividade, pelo contrário, se premia a mediocridade e a falta de compromisso. A prova disso é o não envio de Projeto de Lei para Câmara de Vereadores estabelecendo as regras de avaliação do desempenho dos professores. Essa exigência está no Artigo 29 do Plano de Carreira do Magistério Público de Baraúna. Da forma como está o bom e o mal profissional são remunerados igualmente, e pior, muitos que não estão em sala de aula estão ganhando melhor do que os outros.

Assim caminha a Educação de Baraúna!!!

domingo, 13 de junho de 2010

Educadores defendem gestão democrática das escolas por conselhos eleitos

Educadores defenderam nesta quinta-feira o fortalecimento dos conselhos escolares e fizeram sugestões para a elaboração de uma lei específica a tratar do tema. Na avaliação dos participantes da audiência promovida pela Comissão de Educação e Cultura, apenas os conselhos são capazes de garantir a gestão democrática das escolas. Nos conselhos, representantes das comunidades escolar e local atuam na definição das normas da gestão do ensino.

Leia artigo na íntegra na Agência Câmara dos Deputados.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Direção persisti com erros do passado recente

A escola Manoel de Barros realiza nesta sexta-feira (26/03/2010) a primeira reunião de pais e mestres, no entanto, os professores não têm a mínima ideia do que será discutido nesta reunião. A maioria soube quando funcionários passaram nas salas entregando convites dos pais aos alunos. No meu caso fiquei sabendo porque perguntei, mas nada além da confirmação da reunião e entrega dos prêmios do Projeto Premiando o Mérito. Este último foi largado pela escola.

A atual direção comete os dois principais erros das direções anteriores: se isolar dos professores e funcionários e priorizar as tarefas administrativas em prejuízo das pedagógicas. Somos sabedores da necessidade de atuar nas questões administrativas, contudo não são geradoras das mudanças urgentes e necessárias à escola. Há pessoas suficientes para realizar estas tarefas de menor importância, basta delegar, acompanhar e cobrar de quem tem competência para executá-las.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"A escola tem a cara de seu diretor"

Do Portal Tobias Ribeiro


Quando um gestor pretende que sua instituição se desenvolva e se fortaleça, deve começar pela revitalização de sua própria liderança.


É voz corrente no meio educacional que “a escola tem a cara de seu diretor!” Dito de outra maneira, a liderança do gestor é que imprime o perfil da organização, pois cabe a ele a responsabilidade pela manutenção ou revitalização da cultura da instituição.


No entanto, via de regra, os líderes não têm consciência do que representam para os seus colaboradores. Mesmo quando não dizem nada, estão comunicando os valores da organização para aqueles que o rodeiam, pela postura, olhar ou, no mínimo, por seu histórico profissional. Um exemplo concreto de um gestor que não se dá conta da importância de seu papel é quando ele reclama de sua equipe, da falta de comprometimento ou alinhamento de seus colaboradores às propostas da instituição. Na verdade, a responsabilidade é dele, que não está exercendo uma liderança consistente na condução de sua equipe


Quando um gestor está insatisfeito com os resultados de sua organização ou com o desempenho de sua equipe, em sã consciência e sem medo da responsabilidade de enxergar as mudanças necessárias, deve, antes de tudo, reavaliar a própria atuação. Da mesma forma, quando um gestor pretende que sua instituição se desenvolva e se fortaleça, deve começar pela revitalização de sua própria liderança.


Nesse contexto, diante de um ano letivo prestes a se iniciar, vale ressaltar algumas competências essenciais que todo gestor deve perseguir na condução de sua escola.


1. Todo gestor é um desenvolvedor de pessoas!

A principal atribuição de um líder é educar as pessoas que trabalham em sua equipe, sabendo que nenhuma outra tarefa é mais importante do que esta. Educar no sentido de torná-las alinhadas e preparadas para o projeto que deseja para sua instituição.


Por isso, é o responsável direto pelo processo de seleção e recrutamento, o que não significa que deva realizá-lo sozinho, ciente sempre de que treinamento algum, por melhor que seja feito, salva uma escolha errada. Cabe também ao gestor participar do processo de socialização dos novos membros da organização e dar feedbacks constantes.

2. Todo gestor deve ser um bom comunicador!

A comunicação assertiva é uma competência essencial para uma boa gestão. O gestor é quem dá a direção dos processos e isso não é possível sem capacidade comunicativa de quem está à frente da organização.


Os maiores problemas numa organização não são causados pelo que é dito, mas pelo que não é falado. Aliás, este é um dos principais problemas apontados em absolutamente todas as pesquisas de clima organizacional que já apliquei. As pessoas dentro das instituições reclamam exatamente da falta de comunicação e, em grande parte delas, os gestores acreditam que as coisas estão claras para seus subordinados tanto quanto estão em suas próprias cabeças


Como já tive a oportunidade de escrever, quando tratei do tema assertividade, o gestor passivo não se comunica adequadamente por não valorizar como deveria a própria palavra e por excessivo respeito aos sentimentos das pessoas; o agressivo, por sua vez, não se comunica eficazmente por entender que as pessoas já deveriam desempenhar suas funções como se fossem criados à sua imagem e semelhança. A assertividade é a comunicação equilibrada, a ser desenvolvida por agressivos e passivos.


3. Todo gestor deve trabalhar com dados!

Onde não há informação, há alucinação! Allucinare, do latim, é ausência de luz; alucinação é privação do entendimento ou da razão. Uma boa gestão não pode prescindir dos dados, das informações, e cabe ao gestor buscá-las, sem ficar refém das opiniões tendenciosas de três ou quatro professores ou, então, daqueles dez pais que se sentem à vontade com a direção da escola e, por isso, a procuram regularmente. Dez pais numa escola de 400 alunos não representam mais do que 5% das famílias clientes


Neste momento do ano, pesquisa de clima organizacional e avaliação institucional do ano anterior, dados orçamentários, relatórios da sala de matrículas, informações sobre a concorrência e sobre o mercado são informações preciosas para um bom planejamento. Nos tempos atuais, quando um gestor diz que tem dez ou vinte anos de experiência em administração pode não significar uma vantagem competitiva, se ele estiver administrando, hoje, do mesmo jeito que sempre fez durante todos esses anos. Trabalhar com dados não permite a mesmice administrativa por tanto tempo, pois os dados sinalizam as mudanças e exigem flexibilidade e inovação.


4. Todo gestor deve ter foco em resultados!

Existe uma tendência natural no ser humano, por estar na zona de conforto ou por medo de enfrentar o problema, de atribuir a responsabilidade do insucesso aos outros. O mesmo ocorre do ponto de vista organizacional: a razão do insucesso de nossas iniciativas não está fora; quando as coisas não funcionam é porque não estão sendo feitas de maneira correta dentro da instituição. Diante disso, o gestor deve ser capaz de resolver os problemas deixando de lado a emoção e a familiaridade dos relacionamentos. Gestores competentes não ruminam os problemas adiando as decisões para preservar a harmonia nas relações, mas tomam as medidas necessárias, ainda que amargas, visando o bem da organização.


Portanto, o início do ano é o momento ideal para reavaliar a rota e tomar as providências para que o barco não fique à mercê dos ventos. Quando os alunos chegarem para o primeiro dia de aula, os ventos aumentarão significativamente, dificultando o reposicionamento do barco. Agora é o momento de estabelecer as inovações a serem promovidas no aperfeiçoamento da própria liderança.