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domingo, 14 de novembro de 2010

Prefeitura de Baraúna faz pouco caso com os estudantes do município

Estudantes do município de Baraúna seguem sem transporte escolar. Até o ônibus que estava transportando os alunos da Uern e Ufersa não foi este sábado. Ao ser procurado pelos estudantes o Secretário Municipal de Educação do município disse que o problema não era dele, mas dos proprietários dos ônibus que não queriam transportar os alunos. Você continuaria a prestar serviço para uma prefeitura que atrasa seu pagamento por três meses?

Para piorar a situação alguns taxistas se recusam a transporta os estudantes por ter que deixá-los na Uern. Revoltado com a atitude dos taxistas procurei alguns deles e falei que os denunciaria à imprensa pelo erro cometido. Temos vereadores no município que já usaram ônibus escolar e teve a maioria dos votos dos estudantes, no entanto até o presente momento não se pronunciaram sobre o problema.

Enquanto os alunos sofrem com o descaso da prefeitura, os ilustríssimos vereadores travaram na última quinta-feira uma luta corporal na defesa dos seus interesses. Você acha que o vereador que você ajudou a eleger defenderia seus interesses a socos e pontapés? Ao falar numa reunião na câmara questionei se esta instituição é realmente indispensável para o município. Fiz essa pergunta por que ultimamente ela tem funcionado apenas como anexo da prefeitura e na defesa dos interesses de seus vereadores. O que mais nos revolta é que essa inutilidade é bancada com nosso suado dinheiro. Veja matéria vergonhosa no Correio da Tarde.

As pessoas que hoje abandonam os futuros profissionais de Baraúna são os mesmos que já sentaram num banco de universidade e sabe o quanto é difícil um pobre estudar nesse pais das desigualdades. Será que não sentem nenhum remorso pelo mal que estão cometendo com nossos estudantes e o futuro de Baraúna? Se esse tratamento fosse dado por um analfabeto eu o perdoaria pela sua ignorância por não saber da importância da educação para uma pessoa, mas por quem já foi estudante e dependeu do mesmo ônibus da prefeitura é uma atitude imperdoável.

Caros estudantes, digo com conhecimento de causa, se vocês continuarem com essa passividade ovina irão até o final do ano letivo sem ônibus. É isso que vocês desejam?

Assim caminha a educação de Baraúna!!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Universitários e cursistas perdem aulas por falta de transporte escolar em Baraúna

Desde segunda-feira (8/11) parte dos alunos universitários e cursistas de Baraúna-RN deixam de assistir aulas na vizinha cidade de Mossoró por falta de transporte. A primeira informação era a falta de combustível no município. Se isso fosse verdade, porque o ônibus da prefeitura continua transportando os estudantes da Ufersa e Uern?

Pelo que podemos concluir o motivo é o não pagamento dos proprietários dos ônibus, pois se estes estivessem recebendo poderiam abastecer em dois dos três postos de combustível existentes em Baraúna. Diante dessa situação, a prefeitura está disponibilizando transporte escolar apenas para os universitários da Ufersa e Uern. Já os que estudam em cursinhos e UnP estão impossibilitados de assistirem aulas. Como forma de amenizar o prejuízo, parte dos estudantes pegou nesta quarta-feira carona num ônibus do vizinho estado do Ceará.

Somos conscientes que o município não tem obrigação com estudantes cursistas e universitários (de universidades pública e particular), no entanto, desde sempre os gestores do município bancam esse gasto.

Diante da enorme carência de recursos humanos capacitados no município objetivando assumir futuros empregos em empresas do porte da Votorantim esse gasto se faz necessário e insignificante para uma prefeitura que contrata universitários para ministrar aulas de professores que deveriam está em sala de aula, descumprindo as Leis do Fundeb, Piso Nacional de Professores e Plano de Carreira do Magistério de Baraúna.

Outra informação que reforça nossa conclusão é que muitos alunos da Escola Municipal de 1º Grau Manoel de Barros, afirmam que os proprietários dos ônibus da zona rural do município já ameaçam parar por não terem dinheiro para abastecer seus veículos.

Assista este vídeo engraçado, no entanto, realista.

Assim caminha a educação de Baraúna!!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Gestão Escolar prioriza minoria

A Escola Manoel de Barros possui uma sala de multimídia com sistema de ar condicionado, dois televisores com DVD Player e microsystem. Ela foi pensada para ministrar aulas com uso da audiovisual. Uma sala para atender uma escola com mais de 2000 alunos já é complicado e para piorar a Secretaria Municipal de Educação resolveu ocupá-la três dias da semana com alunos de reforço. Outra, mais uma sala que deveria está instalados os computadores recebidos do governo federal continuam dentro das caixas porque, também, foi ocupada por aproximadamente 06 alunos de reforço escolar.

Segundo informações da própria secretaria, foram matriculados 20 alunos, mas as vezes que pude visitar a sala não passa de 06. Não queremos tirar o direito desses alunos aprenderem, mas também não é justo que 12 alunos tire o direito de 2000 alunos serem beneficiados com a sala de multimídia e computadores novos.

Não concordando com essa situação procurei o diretor da escola e ele me falou que não podia fazer nada, pois era uma determinação da Secretaria Municipal de Educação. Não satisfeito com a resposta procurei a professora e sugeri a troca de salas quando fosse preciso e ela me falou que por ela tudo bem, mas iria conversar com a coordenadora do programa que não aceitou a proposta. Ainda indignado com a situação procurei a coordenadora e ela me falou que era ordem do secretário de educação. Busquei falar com o mesmo, mas infelizmente não estava em seu gabinete naquele momento.

Quando esta decisão foi tomada o Conselho Escolar não foi consultado e muito menos os professores. É dessa forma que as coisas são conduzidas, atropelando a tudo e a todos sem medir as consequências das atitudes para os alunos e o trabalho dos professores.

Outra que me deixa inconformado é que o único Data Show da escola está no prego desde o meio do ano e até o momento não foi consertado, apesar da escola ter em caixa quase R$ 20 mil.

Apesar de ser mal remunerado e pouco valorizados, alguns poucos professores tentam fazer seu papel, mas não encontra apoio dos que tem por obrigação oferecer as condições mínimas necessárias.

sábado, 16 de outubro de 2010

Professor competente e comprometido não é valorizado em Baraúna

O artigo que trata do direito de afastamento do professor por exercício da profissão a cada cinco anos foi escrito assim:


Plano Aprovado pela Categoria

Art. 14 - A cada cinco anos de efetivo exercido, o professor adquire o direito de se afastar do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por três meses.


Plano Modificado pela Prefeitura

Art. 13 - A cada cinco anos de efetivo exercido, o professor adquire o direito de se afastar do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por três meses.


I - Perderá esse beneficio o Professor que:

  • Não apresentar bom desempenho no exercício de suas funções;
  • Não executar as tarefas estabelecidas pela Unidade Escolar;
  • Não apresentar pontualidade e assiduidade satisfatória.


Observe que o artigo aprovado pelos professores foi acrescentado condicionalidades sem nosso conhecimento e consentimento. Mesmo sendo aprovado do jeito que a prefeitura quis o mesmo não está sendo cumprido.


Uma colega professora com vinte anos de magistério, portanto, com direito a quatro férias gozou uma e tem três para desfrutar. Enviou requerimento à Secretaria Municipal de Educação solicitando uma delas, mas seu pleito não foi atendido, mesmo estando assegurado no Plano de Carreira.


A professora a que me refiro é reconhecida pela própria administração como uma profissional que cumpri com todas as condicionalidades acima citadas e mesmo assim seu direito foi negado. A Secretaria Municipal de Educação alega que não pode dar as férias porque não tinha professor para substituí-la. Porque não obriga os professores que estão fora da sala de aula a substituí-la?


Segundo uma ex-secretária de educação do município de Baraúna, há hoje mais de vinte professores fora da sala de aula que continuam a receber pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Isso não é permitido pela Lei do Fundeb, Lei do Piso Nacional de Professor e muito menos pelo Plano de Carreira do Magistério. Duvido que se o plano estivesse sendo cumprido se isso estaria acontecendo. Mas continua como antes porque politicamente é interessante para o governo municipal.


Depois disso ficam justificando aos que realmente trabalham na educação que não pode aumentar salários porque a folha de pagamento está muito alta. Todos os dias os direitos dos professores são usurpados e ninguém faz absolutamente nada, inclusive os próprios professores.


Assim são tratados os professores que duplicaram o IDEB do município em apenas dois anos. Ou será que recebemos esse tratamento porque não tivemos participação alguma no índice?


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Merenda Escolar: alunos do João de Abreu e Manoel de Barros têm tratamento diferenciado

Ao visitar a Escola João de Abreu com os alunos do Manoel de Barros para apresentar uma palestra sobre drogas, fiquei surpreso quando me ofereceram uma salada de frutas. No início achei que estava tendo um tratamento vip por estar como visitante e coordenador do projeto. Tratei logo de oferecer aos meus alunos e eles me disseram que já tinham merendado. Só ai percebi que aquela merenda não era de ocasião, mas parte do cardápio da escola.

Depois que os alunos perceberam que a escola João de Abreu oferecia uma merenda de qualidade aos seus alunos e a escola Manoel de Barros uma comida que cachorro precisa apanhar para comer, despertou neles vários questionamentos e revolta, inclusive sugestão de elaborar um abaixo assinado com assinatura de todos os alunos, professores e funcionários exigindo mesmo tratamento dos alunos da escola do estado.

Vale lembrar que a merenda do João de Abreu nem sempre teve essa qualidade. A mudança foi resultado de uma mobilização dos alunos da escola que exigiu melhorias. O mérito da direção da escola deve-se ao atendimento da reivindicação.

No ano de 2007 fizemos uma pesquisa na escola Manoel de Barros perguntando se os alunos gostavam da merenda da escola. Dos alunos pesquisado, 7,6% responderam que sim, 73,3% responderam que não e 19% mais ou menos. Não tenho dúvidas que a maioria dos 19% dos alunos que consideraram a qualidade da merenda como regular tinham a comida da escola como única refeição do dia.

A péssima qualidade da merenda da escola irá gerar a médio e longo prazo problemas de saúde nos alunos com a ingestão de baganas altamente ricas em gorduras e açucares. Outro prejuízo é o desperdício, pois muitos alunos não merendam e quando o faz jogam fora. Já fizemos críticas quanto a essa questão, mas como sempre nenhuma providência foi tomada.

Entre março e julho de 2010 a União já repassou do Programa Nacional de Alimentação Escolar para o município de Baraúna-RN o valor de R$ 173.124,00. Média de R$ 34.624,80 mensais. Consulte os repasses no stie do FNDE.

Este ano o valor repassado pela União a estados e municípios foi reajustado para R$ 0,30 por dia para cada aluno matriculado em turmas de pré-escola, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos. As creches e as escolas indígenas e quilombolas passaram a receber R$ 0,60. Se o valor repassado a municípios e estados é igual porque a qualidade da merenda é diferente?


Uma ex diretora da escola me falou que, ao contrário da prefeitura, os recursos da merenda escolar são gerenciados pela própria escola e o estado exige que parte dos gêneros alimentícios sejam comprados da agricultura familiar. Segundo a própria pessoa, mesmo oferecendo uma alimentação de qualidade aos alunos, muitas vezes sobra dinheiro que é revertido para a própria escola. Essa é mais uma das grandes vantagens da nomeação de direção de escolas públicas via processo democrático (eleição direta de diretor).

Pode ser que a mobilização dos alunos faça algum efeito. Agora, esperar uma atitude do Conselho Escolar, direção, Secretaria de Educação e dos próprios professores que se negam a lutar até pelo seu salário é querer demais.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Escola tem aulas de informática suspensas

No início deste ano a Secretaria Municipal de Educação contratou uma empresa de Mossoró para ministrar um curso de informática para alunos e professores da Escola Manoel de Barros, mas não sei por qual motivo o curso deixou de ser ministrado desde a volta do recesso escolar.

Também foi prometida, antes do recesso letivo de julho, a reforma de uma sala de aula para a instalação de outros 07 computadores financiados pelo governo federal, mas até agora as máquinas continuam dentro das caixas, pois a sala ainda não foi reformada.

Lembrete: os dez primeiros computadores entregues à escola em dezembro de 2008 pelo Programa Proinfo só foram instalados no segundo semestre de 2009.

Assim caminha a educação do município que duplicou seu Ideb em apenas dois anos.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A escola que deseduca

Ministro aulas de ciências em duas turmas do turno matutino da Escola Manoel de Barros e uma delas estou trabalhando o tema alimentação. O foco do conteúdo é conscientizar os alunos para evitarem o uso excessivo de alimentos ricos em gorduras, carboidratos, açúcares e sal. Numa das turmas conduzi um trabalho ensinando a eles como calcular o Índice de Massa Corpórea (IMC) e identificar se eles estão com o peso abaixo, normal ou acima do ideal para a idade e altura.

Enquanto isso a escola permite, na maior normalidade, a venda de produtos como balas, pirulitos, gomas de mascar, biscoito recheado, frituras como pasteis sem nenhum recheio e principalmente pipocas industrializadas ricas em gordura. Tudo isso sendo vendido numa banca ao lado da distribuição da merenda, diga-se de passagem, de péssima qualidade. Até o ano passado a escola permitiu que uma banca de churros de péssima qualidade e extremamente rico em gordura fosse instalado defronte a escola.

A culpa por permitir que esses produtos sejam vendidos dentro da escola é da direção da escola que erra quando não estabelece que tipos de produtos possam ser vendidos aos alunos. Não sei por que até hoje uma escola como o Manoel de barros, com mais de 2000 alunos, não tem uma cantina que possa oferecer alimentos mais saudáveis aos seus alunos. A falta dessa cantina só alimenta um pequeno grupo de pessoas que tem como único objetivo extrair o lucro à custa da saúde dos alunos.

A educação dos nossos alunos é responsabilidade de todos que fazem a escola, do diretor ao vigia. Dependendo de nossas ações estas possuem um poder construtor ou destruidor muito maior do que o discurso em sala de aula. Enquanto tento orientar os alunos a adotarem uma alimentação saudável a escola deseduca ao permitir a venda de produtos extremamente maléficos aos alunos.

Esse erro é cometido por todas as escolas do município. Será que só eu estou enxergando e preocupado com essa situação? No meu modo de ver, muita gente está se omitindo diante desse problema.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Alunos da rede pública de Baraúna ficam sem aulas por falta de transporte

Nesta quinta-feira (22/04/2010) os professores da Escola Manoel de Barros lecionaram aulas para aproximadamente 30% dos seus alunos. Havia turmas com 05 alunos. A ausência dos alunos deve-se a greve dos proprietários de transportes escolares motivado pelo atraso de pagamentos.

Alunos faltarem aulas por paralisação dos transportes tem se tornado um fato rotineiro em Baraúna. Caso não termine até início da próxima semana, esta última greve trará prejuízos muito maiores aos nossos alunos, pois as provas terão início na próxima sexta-feira (30/04) e os alunos estão perdendo a revisão dos conteúdos ministrados pelos professores. Esperamos que a prefeitura resolva essa situação o mais rápido possível.

Assim caminha a educação de Baraúna!!!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Chuva danifica equipamentos de escola

Já se foram 16 meses da entrega dos 10 computadores à escola pelo Programa Nacional de Informática da Educação - Proinfo e as máquinas ainda não foram utilizadas pelos professores, funcionários e muito menos pelos alunos. Para não dizer que não foram usados disponibilizamos aos alunos do 9º Ano para fazer inscrição do ProItec.

No inverno de 2009 chamei a direção da escola e mostrei as goteiras da sala e os prejuízos que as chuvas poderiam causar às máquinas. Depois de um ano nada foi feito e como já prevíamos nesta segunda-feira a sala estava cheia de água e os computadores molhados pela chuva da noite anterior.

A mesma coisa está acontecendo com a sala de multimídia. Nesta sala estão instalados um computador com Data Show, três caixas de som, um televisor e um aparelho de DVD. No ano passado participei na mesma sala de uma reunião do Conselho Escolar com o Secretário de Educação e na hora da reunião choveu e molhou a metade da sala forçando os participantes terem que mudar de lugar. Na oportunidade pedimos ao secretário que providenciasse o conserto do teto, mas não foi consertado. Este ano mostrei à direção da escola as goteiras da sala, mas o mesmo erro se repetiu: elas continuam intactas.

Para evitar prejuízos, ao terminar de usar os equipamentos desinstá-los e guardo-os em espaços da sala onde a chuva não consegue alcançar. Outro prejuízo à sala é o mofo que se acumula ao ponto de se tornar insuportável permanecer neste espaço por muito tempo, pois é uma sala climatizada com sistema de ar condicionado fechada e sem circulação de ar fresco.

O que custa mais? Algumas dezenas de telhas ou 10 computadores mais os equipamentos da sala de multimídia?

Assim caminha a educação de Baraúna!!!

sábado, 13 de março de 2010

Mérito ao demérito

Como de praxe, durante as férias refleti calmamente sobre a vergonha do ensino da Escola Manoel de Barros e resolvi elaborar alguns projetos objetivando tirar a escola do buraco da vergonha. Ao iniciar as aulas entreguei à direção dois projetos que elaborei intitulados de Todos na Escola e Visão de Futuro. O primeiro tem o objetivo de reduzir a evasão escolar através de várias ações articuladas e entre estas a implantação da Ficha de Comunicação do Aluno Infreqüente (FICAI) e o segundo propõe realizar um exame de vista (triagem) nos alunos da escola.


Quando propus os dois projetos não tinha e nem tenho o interesse de coordenar absolutamente nada, até porque a escola tem gente sobrando para assumir esta tarefa. Mas para minha surpresa, soube que uma colega professora, que está substituindo um funcionário supostamente afastado sem remuneração, iria assumir a coordenação do projeto. Não quis acreditar, mas um dia depois esta professora me procurou pedindo que o ajudasse a executar o projeto, pois não sabia por onde começar, melhor, não sabia nem qual era o objetivo do projeto. Depois soube que a mesma coordenação tinha sido oferecida a outra professora, mas por não ter participado da elaboração do projeto e consequentemente do que se tratava, teve a humildade de não aceitar a proposta feita pela Secretaria Municipal de Educação.


Esse fato expõe dois erros cometidos pela Secretaria de Educação: primeiro – o Plano de Carreira, Cargos, Salários e Remuneração do Magistério Público Municipal de Baraúna não permite que um funcionário afastado por estar assumindo outro emprego seja substituído por outro e continuar recebendo seus honorários e segundo – os recursos do Fundo de Manutenção da Educação Básica – Fundeb não pode está sendo usado para satisfazer outros interesses que não seja da educação básica.


Não tenho nada contra a professora e muito menos com o colega que ela está substituindo, no entanto, a atitude da Secretaria de Educação em entregar uma coordenação de um projeto de outro professor foi uma atitude desastrada, irresponsável e desmotivadora com as pessoas que pensam e projetam melhorias para aquela escola. Que motivos outro(a) professor(a) terá para sugerir algo para aquela escola se este poderá ser usado como moeda de troca para beneficiar pessoas sem preparo e descomprometidas com a escola?


Somos conhecedores da pressão que o Secretário de Educação sofre diariamente para continuar transformando sua secretaria num cabide de emprego bem como sua posição contrária a tudo isso, inclusive se opondo a interesses de pessoas influentes na administração. A última que ficamos sabendo foi que o Secretário de Educação vem sofrendo chantagens por parte de alguns profissionais da educação do município para assumirem privilégios usando erros da administração como objeto de chantagem. Não quero acreditar, mas se isso estiver acontecendo é um fato grave.


A origem de todos os problemas da educação de Baraúna é uma só: a educação e seus recursos sendo usados para satisfazer os interesses políticos, partidários e pessoais de uma minoria de pessoas que não tem compromisso algum com nossa educação.


Assim caminha a educação de Baraúna!!!