Mostrando postagens com marcador Inovação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inovação. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Documento traz propostas de especialistas para melhorar educação básica

Melhorar a qualidade do ensino público no país. Com este objetivo, 12 especialistas apontaram propostas para diminuir, até o ano de 2022, a distância educacional avaliada entre o Brasil e os países mais desenvolvidos. As sugestões resultaram no projeto “A Transformação da Qualidade da Educação Básica Pública no Brasil”. O documento foi divulgado, nesta quinta-feira (16/12), em São Paulo (SP).

Segundo o projeto, seis macrotemas devem ser levados em consideração para a melhora da qualidade: a reestruturação da formação e da carreira do magistério; o fortalecimento da liderança e da capacidade de gestão nas escolas; a reforma da estrutura da escola e novos sistemas de ensino; a reforma do ensino médio; a criação de um currículo mínimo nacional e o aperfeiçoamento das avaliações e reforço das políticas de investimento.

As discussões tiveram início no dia 25 de maio deste ano, quando os especialistas – Cláudio de Moura e Castro, Eduardo Giannetti da Fonseca, Francisco Soares, Jamil Cury, Luis Carlos Menezes, Maria Helena Guimarães de Castro, Guiomar Namo de Mello, Mauro Aguiar, Mozart Neves Ramos, Reynaldo Fernandes, Eunice Ribeiro Duhran e Ruben Klein – foram convidados a responder a pergunta: “Caso fosse eleito presidente da República, quais as cinco grandes ações que tomaria para resolver o problema da qualidade do ensino público básico?”.

“Os debates das campanhas para governadores e presidência não tocaram em pontos essenciais. Os candidatos falavam coisas que eram importantes apenas para o seu marketing político. Por isso, organizamos o documento”, explica Jair Ribeiro, coordenador da Associação Parceiros da Educação, uma das organizações que encabeçaram o projeto.

As propostas dos especialistas serão encaminhadas à presidente e governadores eleitos, além de representantes do Congresso. A tentativa é induzir o governo a desenvolver um plano multipartidário e plurianual para superar os problemas da educação. “O Brasil tem um desafio enorme e urgente no ensino básico público. A sociedade tem que ficar indignada. Precisamos de uma verdadeira revolução”, ressalta.

Na opinião dos especialistas, o ponto de partida para a transformação da educação básica brasileira deve ser a mobilização da sociedade em torno do problema da qualidade.

“A educação é um projeto de longo prazo, mas outros países enfrentaram de forma contundente e resolveram isso em menos de 20 anos. O que precisamos é mobilização do Estado e da sociedade frente à questão, porque o Brasil nunca priorizou a educação”, conclui Ribeiro.

“A Transformação da Qualidade da Educação Básica Pública no Brasil” tem como signatárias organizações que atuam no campo educacional. Além da Associação Parceiros da Educação, o projeto contou com a Casa do Saber, Associação Cidade Escola Aprendiz, Fundação Bradesco, Instituto Unibanco, Instituto Natura, Instituto Ecofuturo e Fundação Educar.
(Portal aprendiz)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Natal Ecológico do Manoel de Barros: um pouco de reflexão

O que vimos diariamente são pessoas dizendo que nossos alunos não querem nada. Mas essas mesmas pessoas já perguntaram o que eles querem?


Este projeto e muitos que já foram conduzidos por alguns colegas servem para provar que todos desejam aprender, mas não como a escola dita o que e como aprender.


Os alunos do 9º Ano A matutino conquistaram e realizaram coisas impensáveis para a maioria, principalmente os que têm neles apenas como um número no censo escolar. Entre os projetos executados por eles cito dois mais importantes: Natal Ecológico do Manoel de Barros e Educação e Voluntariado pela Vida.


Outro feito importante realizado por estes alunos foi a elaboração de um abaixo assinado com o objetivo de melhorar a merenda da escola. Com o abaixo assinado pronto eles entregaram uma cópia ao prefeito, secretário municipal de educação e presidenta do Conselho de Alimentação Escolar. Resultado: a merenda teve uma melhora.


Quando decidimos executar este projeto tínhamos dois objetivos claros: realizar uma ornamentação natalina diferente para a escola e desmentir os que acham que aluno não quer nada e é um bando de incapazes.


Precisamos entender que a escola onde a maioria já estudou não serve mais para nossas crianças e adolescentes. Mesmo assim insistimos com ela. Qual o aluno que vive mergulhado no mundo dominado pelas novas tecnologias aceitará passivamente aulas altamente massacrantes e tediosas sem nexo com sua realidade? Com esse projeto além das aulas do turno que estão matriculados faziam questão de estarem trabalhando em mais um turno. Aonde e em qual disciplina vimos esse interesse?


Esse projeto foi coordenado por mim com a participação de Estela Queiroz, João Paulo, Ana Meyre e Honoelson. Alguns funcionários da escola (Fransquinha, Darlete e Socorro) se propuseram a colaborar, principalmente na última semana. Apesar do seu sucesso, nem tudo foi as mil maravilhas, como:
  • Nenhuma contribuição da Secretaria Municipal de Educação;
  • Total ausência da supervisão escolar. No final do projeto, apenas Ana Barbosa se propôs a colaborar;
  • Dos mais de 50 professores apenas quatro deram a sua contribuição (Estela, Ana Meyre, Cícera Josineide e Honoelson);
  • Dos recursos usados no projeto, a prefeitura participou com R$ 196,00. O restante foi assumido por sua coordenação, alunos e o diretor da escola;
  • Falta de espaço para confecção dos enfeites natalinos. O espaço usado foi um terreno por trás da cozinha da escola;
  • Falta de tempo para dedicação exclusiva ao projeto. Ao mesmo tempo em que executávamos o projeto estávamos em sala de aula;
  • Falta de compreensão de alguns funcionários da escola com os alunos.

Na inauguração do projeto estava presente o Secretário Municipal de Educação que elogiou o trabalho realizado pelos alunos e sugeriu que a escola deveria apoiar esse tipo de iniciativa como forma de melhorar a qualidade da educação da escola e reduzir os índices de evasão.

Todos nós sabemos que são essas iniciativas que nossos alunos se interessam e que fazem a diferença, no entanto, nós professores não temos nenhuma motivação para fazermos além do feijão com arroz que já fazemos.

O Plano de Carreira do Magistério de Baraúna-RN estabelece que a remuneração horizontal (mudança de letra) deverá ser feita mediante avaliação de desempenho do professor a cada dois anos. Para o caro leitor ter uma ideia, para que seja cumprido o plano um grupo de professores entrou com uma ação na justiça para seu cumprimento.

Logo, o cumprir o plano é indispensável para que os professores comprometidos sejam valorizados e os que não o são sejam motivados. Basta de discurso vazio e demagogo.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Geração Y

Eles já foram acusados de tudo: distraídos, superficiais e até egoístas. Mas se preocupam com o ambiente, têm fortes valores morais e estão prontos para mudar o mundo. Continue lendo...


Tratando do mesmo tema o Jornal da Globo apresentou nesta semana uma série de reportagens mostrando as diferenças entre as gerações no que se refere ao mercado de trabalho.


Assista os vídeos


Geração Y - Parte 01

Geração Y - Parte 02

Geração Y - Parte 03

Geração Y - Parte 04


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Na era da Internet, mural offline vira canal de debate entre alunos

Se grande parte do interesse dos adolescentes está nas redes sociais, blogs e e-mails, os alunos de sétima e oitava série da Escola Estadual Carlos Maximiliano Pereira dos Santos, no bairro da Vila Madalena, na capital paulista, têm seguido por um caminho na contra mão dessa tendência para promover debates: um jornal mural, feito com recortes de revista, papéis coloridos e espaço para os alunos comentarem reportagens.


Com uma caneta na mão, os estudantes deixam no mural o que pensam a respeito da atuação do grêmio escolar, de casos de bullying e sobre perca da virgindade. Os responsáveis por levantar pautas, redigir reportagens e colar imagens do jornal “Junto e Misturado” são os 15 alunos da oficina de comunicação da escola, oferecida no contra turno das aulas, já que a escola estende a jornada educacional das 7h às 16h.

“Alguns alunos sentem falta da facilidade de pesquisar na Internet, mas percebemos que usando revistas e atividades manuais eles produzem de maneira mais criativa”, avalia o educador da oficina, Wagner da Silva. “Um dos participantes tem acesso à Internet no videogame portátil. Mas no dia que ele não levou [o aparelho], produziu de maneira mais livre e rápida”, observa.

O jornal mural é publicado, em média, a cada três semanas. A última edição trouxe para os estudantes a história da camisinha, além de impressões sobre perda da virgindade. A anterior cobrou o grêmio estudantil sobre as propostas prometidas na campanha. Em todas as edições existe um espaço para os leitores escreverem suas opiniões. O próximo “Junto e Misturado” deve abordar opções sexuais dos jovens.

“Uma professora contou que passou uma atividade de comunicação e os alunos da oficina questionaram sobre reunião de pauta. Eram etapas que ela não conhecia e aprendeu com eles, invertendo a ordem de aprendizagem”, conta Silva. “Com a oficina, os alunos passaram a fazer análises mais criticas e a colocar mais o que pensam”.

As oficinas de comunicação acontecem desde abril de 2008 e fazem parte do projeto Escola do Bairro, que tem o objetivo de promover educação integral na escola, unindo conhecimentos curriculares e saberes locais, integrando pais e professores. O projeto une ações desenvolvidas no Teatro da Vila e na Escola Técnica Estadual Guaracy Silveira, que funcionam no mesmo local da escola Maximiliano.

Além das oficinas de comunicação, os estudantes também podem participar de exibições de filmes e aulas de teatro e de canto. Desde junho, a escola conquistou apoio financeiro para manter as ações, por meio do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Funcad) da cidade de São Paulo. Com o financiamento, a expectativa é a manutenção de uma equipe para o projeto e a replicação da iniciativa em outras escolas.

(Escrito po Sarah Fernandes/Portal Aprendiz)

Projeto de aluno articula escola e comunidade pela comunicação e vira política pública

“Fiz uma análise e percebi um desânimo muito grande nos alunos das escolas do meu município. As taxas de evasão escolar são altas”. A partir desta constatação, o estudante Daniel Paiva, do 2º ano do ensino médio da Escola Profissional Amélia Figueiredo de Lavor, localizada em Iguatu (CE), desenvolveu um projeto para articular escola e comunidade por meio da comunicação. A proposta virou política pública.


Apresentado na 25ª Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), que ocorreu em Novo Hamburgo (RS) na última semana, o projeto “Mídia e Cidadania: O Protagonismo Comunicativo no Campo Educacional” propõe a aplicação de estratégias de comunicação para renovar o papel da escola e aumentar seu relacionamento com a sociedade. “A educação se tornou defasada também por falta de métodos educativos interessantes”, acredita o jovem de 16 anos.

Após pesquisar processos de educação, Daniel articulou, em três escolas de Iguatu – onde estão cerca de 10% da juventude do município –, um sistema para a produção de meios comunicativos feitos pelos estudantes de forma autônoma. Participaram do projeto a Escola Municipal de Ensino Fundamental Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, o Centro Educacional Municipal Padre Januário Campos e a Escola Profissional Amélia Figueiredo de Lavor.

Pensando no protagonismo juvenil como fonte de resolver problemas da sociedade, o estudante apostou na formação do que chamou de Núcleos Escolares de Comunicação (NEC), que tem como objetivo subsidiar os alunos para o acesso e a produção dos meios comunicativos.

“A parte prática do projeto foi organizar palestras e oficinas de formação teórica para que os jovens pudessem ter embasamento e, então, se articular e trabalhar com a comunicação”, explica Daniel.

Por meio do projeto, os alunos das três escolas desenvolveram contação de histórias e apresentações teatrais para crianças, a premiação do I Concurso Municipal de Redação Jornalística, a Rádio Escola Roda Viva e a produção e veiculação de cordéis – literatura popular, típico na região.

Segundo Daniel, o projeto funcionou tão bem, que ele resolveu apresenta-lo à Prefeitura Municipal de Iguatu. Em 28 de outubro de 2009, a secretária de Educação do município, Maria Benildes Uchôa, assinou um documento para a implantação da metodologia como política pública em todas as escolas públicas da região.

Desde que começou a ser desenvolvido em maio de 2009, o projeto do estudante participou de diversas feiras de ciências. Dentre elas, foi vencedor na categoria ciências sociais da 5ª Feira Internacional de Ciências Expo-Sciences Latin America (Expo ESI AMLAT), em agosto de 2010; e na categoria ciências comportamentais, na Feira Nordestina de Ciência e Tecnologia (Fenecit), no último mês.

O projeto também está classificado para o V Fórum Internacional de Ciência e Engenharia, na cidade de Santiago (Chile), e Daniel vai compor a Delegação Brasileira para a 13ª Expo Sciences Mundi, na cidade de Bratislava (Eslováquia). Os dois eventos estão previstos para 2011.

Mostratec

O projeto “Mídia e Cidadania” foi um dos 300, distribuídos em 14 áreas do conhecimento, apresentados durante a Mostratec. O evento reuniu estudantes dos ensinos médio e técnico, entre 14 e 21 anos, de 21 países.

“Trazer a pesquisa para o ensino médio qualifica a educação. Jovens que têm a oportunidade de desenvolver projetos com alternativas para problemas da sociedade aperfeiçoam a qualidade de suas relações com o meio”, afirmou a diretora executiva da Fundação Liberato – organizadora da mostra –, Maria Inês Utzig Zulke.

Os quatro melhores classificados de cada área receberam prêmios, oferecidos por empresas e instituições. Universidades também premiaram os estudantes com bolsas integrais de estudo.

Para conferir a lista completa dos premiados, clique aqui.


(Escrito por Desirèe Luíse/Portal Aprendiz)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Uma escola de cara nova

A Escola Estadual Canuto do Val, localizada na Barra Funda, ficou com sua imagem prejudicada devido a problemas disciplinares e vandalismos que não refletiam o comportamento da maioria dos seus estudantes. Porém, nos últimos anos, diversos projetos sociais envolvendo organizações como Cidade Escola Aprendiz e Responsabilidade Social da Porto Seguro começaram a mudar essa realidade. Mas foi de dentro da própria escola, por iniciativa do professor Zeca e da diretora Márcia, que surgiu a iniciativa que mobilizou os alunos, o projeto A Nossa Cara.

O projeto A Nossa Cara parte do pressuposto que “o aluno raramente destrói o que ele construiu”. O projeto é uma proposta de intervenção do aluno no espaço físico da escola. Tenta relacionar as habilidades individuais dos alunos com a intenção de remodelar o espaço físico e cultural sob o olhar e a supervisão do próprio aluno. Com intervenção direta naquilo que eles acreditam que podem aprimorar ou adaptar.

O projeto tem a intenção de confiar a preservação do espaço físico escolar aos próprios alunos dando a eles a oportunidade de manifestar seus desejos e valores culturais dialogando com o espaço que lhes pertence. O professor Zeca e a diretora Márcia levantaram alguns pontos que direcionaram o funcionamento do projeto e a iniciativa do trabalho em conjunto com os alunos. Foi detectado que os ambientes da escola eram pouco acolhedores, o que motivava a grande depredação e raiva do corpo discente.

Também foi identificado que os locais poupados pela depredação eram os grafites internos e o mosaico no muro externo feito pela Associação Cidade Escola Aprendiz - Projeto Nossa Barra, no ano de 2008. Assim, percebeu-se que, na maioria das vezes, o próprio aluno preserva aquilo que ele mesmo produziu; ou, que existe um código de conduta moral e respeito para com as produções comuns da comunidade escolar. Ou seja: o que aluno produz ele mesmo é capaz de supervisionar e criar estratégias de negociação e preservação.

Outro ponto vulnerável identificado foi que as depredações ocorriam no período de aulas vagas, que ocorrem por causa da falta de professores. E era exatamente no período das aulas vagas que a depredação ocorria com maior intensidade. Dessa forma, o projeto A Nossa Cara utiliza o espaço da aula vaga para impedir que o aluno fique ocioso e usa essa oportunidade para uma proposta de revitalização do espaço com atividades artísticas com viés terapêutico, que auxiliam na aprendizagem e, principalmente, cria um ambiente de relacionamento saudável dentro da comunidade escolar.

Artigo publicado pela Agência Comunitária de Notícias da Barra Funda.


domingo, 29 de agosto de 2010

Alunos do Manoel de Barros produz e publicam na internet vídeos sobre drogas

Como parte do projeto Educação e Voluntariado pela Vida, os alunos da Escola Municipal de 1º Grau Manoel de Barros (9º Ano A Matutino) produziram um vídeo com duração de 30 minutos com o objetivo de conscientizar a todos sobre o perigo das drogas.

O vídeo está sendo apresentado aos alunos da rede pública e privada de ensino de Baraúna junto com a palestra desde junho do corrente ano. O vídeo apresenta um breve histórico de Baraúna; entrevistas com ex-usuários de drogas, diretores de escolas, polícia e uma mensagem final.

Se algum diretor (a) se preocupa com o problema das drogas e tem interesse de ter a palestra em sua escola, entre em contato pelo e-mail escolamb@gmail.com que marcaremos dia e hora para os alunos realizarem a palestra. No final da palestra entregamos um DVD gratuitamente contendo a apresentação da palestra e dois vídeos sobre drogas, inclusive os que publicamos na internet. Dividimos o vídeo em quatro partes e publicamos no youtube.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Educação também se faz com pequenas ações

Esta semana Ivanaldo, diretor da Escola Manoel de Barro, fez uma ação que para muitos pode soar como pequena, mas de um grande significado em comparação com tanta mediocridade e falta de vontade de mudar.

Todos nós sabemos que nossos alunos estão cansados dessa escola totalmente descontextualizada com sua realidade, mas poucos fazem algo para mudar. Estamos sempre decidindo o que eles devem ou não estudar, que música ouvir, qual o filme assistir e assim por diante. Ninguém pergunta que escola eles querem para estudar.

Contrariando essa situação o diretor colocou uma caixa de som no pátio da escola e deu a liberdade dos alunos decidirem o que eles queriam ouvir. Resultado: antes os alunos ficavam o intervalo nas salas de aulas ou corredores se agredindo ou destruindo o patrimônio da escola. Com essa pequena atitude a maioria dos alunos resolveu ficar no pátio ouvindo as músicas e alguns até dançando.

Isso demonstra que o diretor tem uma visão um pouco diferente dos que já passaram por aquela escola. Sabemos que ele tem capacidade para realizar as mudanças necessárias, mas sabemos também que não está à vontade para exigir de sua equipe mais comprometimento. Meus parabéns Ivanaldo. Se for para melhorar conte comigo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

No Ar

O Programa Salto para o Futuro está exibindo a série No Ar, às 19 horas na TV Escola (canal 14) e às 17:50 na TV Brasil (canal 2) no período de 16 a 20 de agosto.

A série tem como proposta discutir as questões que envolvem a utilização das redes de produção e de comunicação, que reúnem seres humanos e aparatos tecnológicos, e por isso são chamadas de redes sociotécnicas. Ao entender a escola como uma rede que produz conhecimento, a série pretende debater estas novas formas de pensar, de fazer e de se comunicar, tendo em vista que a escola precisa participar, de forma ativa, na construção coletiva do conhecimento, integrando-se na chamada cultura digital ou cibercultura.


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Com Internet, professor deve ter papel de orientador, diz CNE

Utilizar a Internet na sala de aula ajudaria os alunos a pesquisarem e daria aos professores a função de orientá-los sobre a melhor forma de usar as informações. A avaliação é do membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), Mozart Neves Ramos, que abriu o Fórum Microsoft de Educação Inovadora, realizado nesta semana, em São Paulo (SP).

“O professor deve ser um tutor, responsável por qualificar a informação, mostrar os caminhos para pesquisa e apontar a melhor forma de aplicar aquele conhecimento”, explica Mozart, que também é membro do conselho do Todos pela Educação. “A tecnologia pode dar conta da demanda por dinamicidade na educação. A juventude interpreta o mundo de outra maneira. Eles não querem mais aulas tão lineares”.

“É uma questão de tempo até que a Internet banda larga alcance mais pessoas no Brasil”, avalia o conselheiro. “Se olharmos há 10 anos vemos que não tínhamos quase nada [dos acessos] que temos hoje. Vejo um futuro promissor na equidade de banda larga”.

Mozart ressalta, ainda, que a Internet pode ajudar professores a se manterem atualizados. “Tanto o professor de uma região isolada, que não tem como se locomover, como os que não têm tempo, podem fazer cursos de especialização pela Internet”, avalia.

É o caso dos programas do Instituto Anísio Teixeira, da Bahia, e da Escola de Formação de Professores, de São Paulo, que foram apresentados durante o evento. “Temos um problema de articular medidas e políticas para melhorar a qualidade. A educação a distância é um caminho para lidar com o gigantismo da Secretaria de Educação de São Paulo”, avalia a coordenadora da escola paulista, Vera Lúcia Cabral.

Na Bahia, a dificuldade é trocar informações entre as escolas, segundo Norma Gonzaga, diretora de educação a distância e tecnologias educacionais do Instituto Anísio Teixeira. “Por isso, criamos a TV Anísio Teixeira, que exibe conteúdo sobre as aulas e sobre projetos”, conta. Os programas são veiculados no site da iniciativa e na TV Educativa da Bahia.

(Sarah Fernandes/Portal do Aprendiz)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A Escola Manoel de Barros concorrerá ao Prêmio Construindo a Nação

Com o objetivo de estimular as escolas públicas e privadas da Educação Infantil, Ensino Fundamental, Médio e EJA (Educação de Jovens e adultos) a desenvolverem, em conjunto com seus alunos, projetos de ação que contemplem temas voltados à cidadania, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Cidadania, instituiu o Prêmio “Construindo a Nação”.


A realização desta edição do Prêmio é uma ação conjunta do Instituto da Cidadania Brasil e da Confederação Nacional da Indústria – Conselho Permanente de Responsabilidade Social e Serviço Social da Indústria - Nacional (SESI).


Recebemos a visita de duas representantes do SESI nesta quinta-feira convidando a escola para participar do prêmio. A direção sugeriu a inscrição do Projeto "Educação e Voluntariado pela Vida". O projeto já está em fase de execução e tem o objetivo de realizar palestras com os alunos e pais das escolas públicas e privadas do município discutindo temas que deveriam ser trabalhados em sala de aula, mas por motivos diversos não são abordados como: drogas, sexualidade, bullying, gravidez na adolescência entre outros temas de interesse dos alunos e suas famílias.


Caro professor (a), se a sua escola já desenvolve algum projeto que envolva seus alunos e esteja voltado à cidadania, visite o portal do Instituto Cidadania e faça a inscrição do seu projeto até o final de julho.


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Apostila melhora nota de aluno em SP

Alunos de escolas públicas municipais de São Paulo que usam apostilas de sistemas de ensino estatais ou privados se saem melhor que os demais na Prova Brasil.

Esta é a conclusão de um estudo que será apresentado hoje no seminário Sala de Aula Estruturada, organizado pela Fundação Lemann.

É o primeiro estudo empírico a identificar impacto significativo na nota dos alunos e relacionar essa melhoria ao uso de apostilas.

O uso de material elaborado por sistemas de ensino tem crescido em São Paulo, e hoje 46% dos municípios do Estado utilizam o material substituindo ou complementando livros didáticos.

São, em sua maioria, cidades de pequeno porte que gastam de R$ 150 a R$ 200 por aluno por ano para usar um sistema de ensino.

A principal diferença entre o livro e um sistema é que, no segundo caso, o material didático já vem estruturado, com a indicação de conteúdos a serem dados aula por aula. No caso do livro, cabe principalmente ao professor elaborar os planos de aula.

Os defensores do uso de sistemas argumentam que eles trazem orientações claras para os professores sobre o planejamento das aulas. Os críticos lembram que eles não são avaliados pelo MEC (como acontece com livros didáticos) e representam um gasto extra, já que os livros são dados pelo ministério.

Ao analisar a Prova Brasil de 2007 (exame federal que avalia a qualidade da educação pública), os pesquisadores Paula Louzano, Francisco Soares e Ana Carolina Zogbi identificaram que escolas que trabalham com as apostilas tiveram médias superiores em cinco pontos na escala da Prova Brasil em português e matemática.

"Se levarmos em conta que a escala é elaborada considerando que a cada ano os alunos progridem 12 pontos, estamos falando de um impacto que representa praticamente meio ano letivo", explica Paula Louzano.

A comparação das notas considera também outras características que, sabidamente, tem grande impacto no rendimento dos alunos, como escolaridade dos pais, formação do professor ou infraestrutura da escola.

É como se fossem comparados só alunos com as mesmas características em escolas de perfil semelhante para, a partir daí, identificar o impacto do uso de apostilas.

Além de grupos educacionais privados, a Prefeitura de São Paulo e o governo do Estado também trabalham com material próprio estruturado.

Esses sistemas públicos são oferecidos a outros municípios -aumentando de 18 para 73 o número de secretarias usando as apostilas de 2009 para 2010. Já nas particulares, caiu de 229 para 218.

(Portal Aprendiz/Folha de S. Paulo)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Estudantes de Baraúna postam trabalho no youtube

A escola se rende à rede mundial de computadores. Nada de usar a internet para bater papo ou mesmo para navegar sem rumo. Agora é para apresentar um trabalho.

Um grupo de estudantes da 3ª série do ensino médio da Escola Estadual João de Abreu, em Baraúna, resolveu aproveitar um trabalho de história do Brasil para postar no youtube o resultado de suas pesquisas.

Parabenizamos a iniciativa dos alunos e professor Cláudio. Pena que são iniciativas isoladas.

Continue lendo no Site da Gazeta do Oeste.

Acesse o vídeo AQUI.

sábado, 5 de junho de 2010

Escolas precisam de subversão, diz professor da USP

A tecnologia permite colocar novas ideias em prática, mas isso de nada adianta se a escola continuar chata e careta. A opinião é compartilhada por estudiosos do uso da tecnologia na educação.

Luli Radfahrer, professor de comunicação digital da ECA-USP e colunista da Folha, acredita que a escola precisa de mais subversão, "no sentido de pegar alguma coisa que já existe e mudar a função dela".

"Por que não criar uma wiki [enciclopédia colaborativa] de química feita por alunos do ensino médio?"

Nilbo Nogueira, doutor em educação com ênfase em novas tecnologias pela PUC-SP, dá outro exemplo: temas surgidos em sala de aula poderiam ser discutidos nas redes sociais.

Para Luca Rischbieter, consultor em tecnologia educacional na Positivo Informática, os professores continuam muito conservadores. Além disso, eles ficam apreensivos por entenderem menos de tecnologia que os próprios alunos.

"É muito difícil a tecnologia entrar no dia a dia do professor quando ela não facilita o seu trabalho", diz Mauricio Pereira Fanganiello, responsável pelas iniciativas digitais da Editora Saraiva.

Por isso, é crucial que o papel da tecnologia esteja claro para os docentes, diz Betina von Staa, colega de Rischbieter na Positivo.

Segundo ela, o uso de computadores e outras ferramentas eleva a autoestima do aluno, principalmente na rede pública. Como consequência do maior interesse pela aula, a evasão cai, constatou Betina em pesquisas.

(Folha de S.Paulo)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Secretaria de Educação de Baraúna capacitará alunos, professores e funcionários

O Secretário Municipal de Educação, Marcos Antonio de Sousa, me falou que contratou uma empresa de Mossoró para capacitar os alunos, professores e funcionários da escola Manoel de Barros em informática e que os cursos terão início a partir de 01 de junho do corrente ano.

Este curso vai ao encontro da grande necessidade de alguns professores em oferecer aos alunos uma aula mais atrativa e que até o momento a Secretaria de Educação ainda não tinha demonstrado o interesse de viabilizar esta demanda.

O diretor Ivanaldo Moura me falou que pretende dar prioridade aos alunos com melhore desempenho nas disciplinas do currículo escolar. Como a escola só dispõe de 17 computadores proponho a divisão das turmas com metade de alunos com melhor desempenho e metade com aqueles menos interessados com os estudos e com histórico de indisciplina, repetência e evasão.

A maioria dos alunos não se interessa pela escola porque ela não oferece nada atrativo em comparação ao contexto que vivem. Neste caso as aulas de informática pode ser algo diferente e que a escola poderia usar o curso de informática como instrumento de motivação desses alunos. Caso eles não demonstrassem avanço nos estudos e comportamento em sala de aula seriam substituídos por outros alunos com melhor comportamento e desempenho. Ao deixarmos de fora os alunos considerados problemáticos ou desinteressados estamos consolidando sua exclusão da escola.

Assim deve caminhar a educação de Baraúna!!!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Professor desconectado está com os dias contados

Alberto Tarnagui, em artigo escrito para o Programa Salto para o Futuro, intitulado: Educação Digital e Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC), afirma que a escola deve atender a alguns requisitos básicos, entre eles:

  1. Ser espaço em que o aluno possa construir conhecimentos e competência;
  2. Oferecer aos seus alunos sólida formação básica para seguir sua vida, bem como para realizar escolhas que a vida lhes apresenta a cada instante;
  3. O ensino deve focar na formação para ampliar a capacidade de interferência no entorno;
  4. Oferecer uma educação que valoriza tanto a dúvida como a resposta;
  5. Levar os alunos a entender o conhecimento como instrumento de comunicação e de intervenção no mundo real;
  6. Contribuir com a inclusão digital, oferecendo aos estudantes e professores acesso às Tecnologias da Informação e Comunicação, gerando competência para que sejam leitores como autores nestes meios;
  7. Ser flexível e receptiva às mudanças ocorridas no seu entorno e estar preparada para promover transformações em si, garantindo seus interesses sempre que ocorram mudanças na re-educação.

Dentre os responsáveis por elaborar e colocar em prática esses requisitos básicos está o professor, diretores de escolas e equipe pedagógica.


Numa pesquisa de opinião concluída na semana passada sobre o futuro do ensino superior, uma parcela expressiva de alunos da Universidade de São Paulo - 18% - disse acreditar que o professor tem os dias contados. Não conseguiria sobreviver às novas tecnologias, perdendo a guerra contra as máquinas.


Essa visão radical, digna de filme de ficção científica, está ancorada na crença de que os novos meios de captação e transmissão de dados estão mudando o jeito como ocorre o aprendizado.


Não acredito que um professor desconectado do mundo e da sua comunidade esteja preparado para o desafio que temos: continuar a fazer a escola necessária e significante para os novos alunos.


A facilidade com que os alunos interagem com a tecnologia está impondo uma mudança de comportamento dos professores. A geração digital passou a exigir que o professor assuma não o detentor de conhecimento, mas o facilitador da construção desse conhecimento. O motivo é muito claro. Em um mundo dominado pelo uso corrente da tecnologia pelos alunos, estes não suportam mais ouvir horas de explicações enfadonhas e transcritas em uma lousa.


Apesar de o professor continuar indispensável no processo ensino-aprendizagem, seu papel mudou. Temos nas escolas três tipos de professores:

  • O que não quer mudar e se orgulha de continuar ensinando o mesmo conteúdo com a mesma metodologia a mais de 20 anos;
  • O que tem consciência que está ultrapassado e espera que a Secretaria de Educação e sua escola o ajude a mudar e;
  • O professor que não espera e já ensaia alguma mudança por conta própria.

O que temos hoje, na maioria das nossas escolas, são professores com deficiências até para repassar seus conhecimentos, imagine usar as novas tecnologias em benefício de um alunado conectado com o mundo. Culpa deles? Em parte. São culpados os que, mesmo sabedores de sua deficiência, se acomodam e não procuram atualizar-se.


Todos somos vítimas de uma péssima universidade. Assim como nossas escolas de ensino fundamental e médio, são deficientes e não mudam. Mudar exige nova forma de pensar, planejar e agir. Essa mudança dar muito trabalho e a maioria prefere continuar como está.


Fomos formados por uma universidade inserida numa época sem celular, internet, Vídeo game, Ipod, MP5, redes de relacionamentos, Orkut, Facebook, Blog, MSN, câmeras digitais, etc. Enquanto isso temos que ensinar alunos mergulhados num mundo onde espaço e tempo foram reduzidos pelas novas tecnologias da informação e comunicação.

Se quisermos continuar lecionando, só nos resta uma saída, nos conectar a este mundo que não espera nem perdoa os que o ignora.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Para os Secretários de Educação que resistem à inovação

Um dos mais famosos cineastas brasileiros, Cacá Diegues nunca estudou pedagogia, mas acaba de mostrar, aos 70 anos de idade, como se ensina o prazer de aprender e, ao mesmo tempo, como combater a violência. Sua experiência se chama "5xFavela" - as imagens e o detalhamento estão no www.catracalivre.com.br. É algo que deveria ser acompanhado por todos os governantes preocupados com educação.

Ele chamou centenas de jovens dos morros do Rio para produzirem cinco histórias sobre as favelas. Participaram não só como autores, mas da criação do argumento, do roteiro, da fotografia, cenário, figurino, num processo colaborativo, no qual Cacá Diegues foi uma espécie de facilitador.

O resultado é extraordinário, e por isso, acaba de ser selecionado para o festival de Cannes.

Quanto mais se gerarem, dentro e fora das escolas, chances para os jovens se expressarem e produzirem, tornando-se autores nas mais diversas áreas do conhecimento, haverá menos violência e mais prazer de aprendizado.

É preciso ser muito desinformado para imaginar que, na era da interatividade, jovens vão conseguir aprender sentados numa sala de aula, vendo uma lousa. Mas, infelizmente é o que a escola tem reproduzido desde os Jesuítas. De quem é a culpa? Em minha opinião do poder público que não investe na capacitação e dos próprios professores que não exigem dos governantes.

No caso de Baraúna, foi colocado na Plano de Carreira do Magistério remuneração horizontal (mudança de letra) condicionado a avaliação de desempenho e por incrível que pareça os critérios ainda não foram elaborados. Professores fiquem atentos - pois estes critérios podem estar sendo elaborados sem nossa participação, direito este garantido no Plano.

Mesmo não esperando nada de melhoria deste governo, mas motivado pelo compromisso que tenho com meus alunos, que não têm nada a ver com esse descaso, estou tentando fazer a diferença dentro do possível. Neste sentido estou desenvolvendo projetos interdisciplinares com os alunos do 9º Ano Matutino. Os projetos têm como objetivo principal desenvolver o protagonismo dos alunos no processo de aprendizagem e garanto que os resultados tem sido animadores quanto ao interesse e motivação deles.

Projetos desenvolvidos pelos alunos com nossa coordenação:
  1. Minha Escola tem História: este projeto tem o objetivo de contar por meio de fotografias e documentos a história da Escola Manoel de Barros.
  2. Do Giz ao Pixel: este projeto tem o intuito de usar câmera fotográfica e celular dos próprios alunos para produzir vídeos que retrate o cotidiano deles. Após finalização destes vídeos criaremos um site para serem publicados e assistidos por todos.
  3. Palestras Educativas: a escola tem se preocupado tão e somente a repassar conteúdos sem significância na ótica dos alunos. Buscando sair dessa mesmice os alunos estão realizando na escola palestras sobre Drogas na Adolescência, Gravidez na Adolescência, Bullying, Estatuto da Criança e do Adolescente, etc.
  4. Rádio: esta projeto está em execução desde 2009, mas está precisando de alguns ajustes. A grande dificuldade que temos enfrentado com o projeto é a composição do grupo, formado por alunos ainda muito novos para o grau de complexidade do projeto.
Os quatro projetos estão em processo de execução. Vale salientar que o diretor da escola Manoel de Barros, até o momento, tem se mostrado receptível à iniciativa dos alunos. Esse apoio é de suma importância para o sucesso dos projetos.

Em conversa com os professores que já participara com seus alunos da palestra sobre Drogas na Adolescência, parabenizaram os alunos quanto à segurança na apresentação, qualidade do material produzido e na firmeza na condução da turma.