domingo, 25 de março de 2018

Características dos Nativos Digitais

  1. São multitarefas, podendo, por exemplo, tranquilamente assistir à televisão enquanto ouvem música e trocam mensagens com amigos pelo celular;
  2. Funcionam melhor quando em rede e realizando atividades colaborativas. Gostam de  compartilhar e construir conhecimentos juntos;
  3. Querem entretenimento aliado à educação e, dentro do possível, aprender através de jogos;
  4. São aprendizes bastante visuais, preferindo gráficos e imagens a textos;
  5. Querem acessar a informação de modo mais interativo, preferindo o hipertexto à linearidade do texto impresso;
  6. Preferem receber informações rapidamente e por meio de múltiplas fontes multimídia;
  7. Querem acesso instantâneo a serviços e contato o mais rápido possível com os amigos, não presentando muita tolerância a demora;
  8. Jogos de computador, videogames, Internet, telefones celulares, mensagens instantâneas são integrantes da vida desses indivíduos;
  9. Buscam informação primeiro na Internet e depois em outros meios;
  10. Confiam nas suas habilidades no uso da tecnologia e na localização de informações na web;
  11. Preferem ler em uma tela de computador a ler documentos em papel;
  12. Trafegam à vontade entre o real e o virtual e podem habitar mais de um espaço virtual por vez;
  13. Percebem a tecnologia de um ponto de vista otimista.
Fonte: (LEHMKUHL, 2012, p.36)


sábado, 17 de fevereiro de 2018

O panorama do abandono escolar

Combater a evasão e o abandono escolar é viabilizar o futuro

1 a cada 4 jovens deixam a escola antes do final do ano letivo. R$100 bilhões perdidos anualmente. Os números da evasão e abandono escolar no Brasil impressionam, mas o engajamento de toda sociedade é capaz de mudar essa triste realidade. Por isso, você pode e deve fazer a diferença!

Principais causas
  1. Clima escolar desfavorável
  2. Percepção equivocada da real importância da escola e da educação
  3. Desafios emocionais
  4. Acesso limitado à escola
  5. Necessidades especiais
  6. Gravidez e maternidade precoce
  7. Grande apelo as atividades ilegais
  8. Necessidade de ingressar cedo no mercado de trabalho
  9. Pobreza
  10. Violência na escola, no seu entorno e na família
  11. Déficit de aprendizagem dos estudantes
  12. Falta de significado prático do currículo escolar
  13. Falta de flexibilidade e sensibilidade às necessidades dos jovens
  14. Baixa qualidade da educação
ENTENDA A SITUAÇÃO para compreender o abandono escolar e o que pode ser feito para enfrentá-lo.

Fonte: Gesta.

Análise dos Dados do Censo Escolar 2017 demonstra que temos muito o que melhorar na educação

O portal do Porvir publicou esta semana um artigo com o título "6 respostas inovadoras para desafios apontados no Censo Escolar". No artigo é apresentado os principais gargalos apresentados pelo Censo Escolar 2017 e os caminhos inovadores para solucioná-los. Veja o artigo completo AQUI.

sábado, 27 de janeiro de 2018

Protagonismo juvenil: local de fala e escuta?

A palavra protagonismo vem do grego PROTO, o primeiro, o principal e AGONISTA, lutador. Protagonista quer dizer lutador principal. No teatro, cinema e literatura, o termo indica o personagem que é o fio condutor da história que se está contando. Na educação, utiliza-se a expressão “protagonismo juvenil” em situações em que os jovens figuram como atores principais e se colocam como cidadãos proativos, seja na vida escolar, na comunidade ou na sociedade como um todo. Aliás, a intenção é que os jovens sejam estimulados a um comportamento de protagonistas e que essa postura de “dono da própria história” se estenda durante toda a sua vida adulta.

Sujeitos transformadores
Dentro dessa concepção o jovem precisa ser:
  • Fonte de iniciativa (ação) – ele não é mero expectador das experiências, mas envolve-se no processo.
  • Fonte de liberdade (opção) – onde ele precisa reconhecer as oportunidades, avaliá-las e fazer suas escolhas.
  • Fonte de compromisso (responsabilidade) – onde ele se reconhece como responsável pelas suas decisões e ações.

Professor como orientador
Dentro dessa perspectiva protagonista, o professor deve estabelecer com seus alunos uma relação mais igualitária, onde seu papel seja de mediação e articulação do conhecimento.

O aluno precisa se sentir parte do processo e as estratégias devem visar principalmente o desenvolvimento da sua autonomia, proatividade e responsabilidade.

Como inspiração, seguem 18 experiências implementadas em diversas instituições onde o foco principal é o desenvolvimento de novas práticas que formem sujeitos ativos e responsáveis.
Transformação Social

Quando o protagonismo é autêntico, ou seja, a participação do jovem é feita de maneira genuína e não manipulada, os ganhos são enormes, principalmente nessa etapa da vida em que se busca a autoafirmação e em plena construção da sua identidade e desenvolvendo seu projeto de vida.

Saiba mais sobre Projeto de Vida
Na Escola Estadual Chico Anysio, no Rio de Janeiro, a direção e os professores trabalharam algumas ideias para quebrar o desinteresse dos jovens no processo de aprendizagem. Estamos falando de protagonismo e projeto de vida. Confira no programa Janelas de Inovação.

Protagonismo Juvenil como empoderamento social
Estudantes de Guarajá-Mirim, em Rondônia, se uniram para promover mudanças. Viraram protagonistas da própria história e deram exemplo de cidadania, trazendo novas perspectivas para a comunidade em que vivem.


Trilha elaborada por: Joanna Miranda
Edição: José Brito Cunha

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Assuntos de Matemática que mais caem no Enem

Levantamento mostra que, nas provas de matemática no Enem entre 2009 e 2016, um quarto das questões tratavam de razões, proporções, porcentagens e juros. Das 360 questões de matemática nas últimas oito edições do Enem, 41 pediram conhecimentos numéricos, segundo o levantamento. Veja abaixo quais assuntos dessa área foram mais frequentes.

1º lugar: conhecimentos numéricos (41%)
Razões e proporções (14%)
Porcentagem e juros (10%)
Operações em conjuntos numéricos (naturais, inteiros, racionais e reais) (5%)
Princípios de contagem (4%)
Relações de dependência entre grandezas (3%)

2º lugar: conhecimentos geométricos (27%)
Comprimentos, áreas e volumes (12%)
Características das figuras geométricas planas e espaciais (6%)
Grandezas, unidades de medida e escalas (4%)
Trigonometria do ângulo agudo (1%)

3º lugar: conhecimentos algébricos (15%)
Gráficos e funções (6%)
Funções algébricas do 1º e do 2º graus, polinomiais, racionais, exponenciais e logarítmicas (6%)
Equações e inequações (3%)
Relações no ciclo trigonométrico e funções trigonométricas (1%)

4º lugar: conhecimentos de estatística e probabilidade (14%)
Medidas de tendência central (médias, moda e mediana) (7%)
Noções de probabilidade (6%)
Representação e análise de dados (1%)
Desvios e variância (1%)

5º lugar: conhecimentos algébricos/geométricos (3%)
Plano cartesiano (1%)
Circunferências (1%)
Grandezas, unidades de medida e escalas (0,3%)

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Base Nacional Comum Curricular

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento que determina os conhecimentos essenciais que todos os alunos da Educação Básica devem aprender, ano a ano, independentemente do lugar onde moram ou estudam. Todos os currículos de todas as redes públicas e particulares do país deverão conter esses conteúdos. É obrigatória. Ela ajuda a diminuir as desigualdades de aprendizado: todos os alunos terão a mesma oportunidade de aprender o que é fundamental.

A implantação do BNCC envolve várias frentes de ação (que serão planejadas pelos estados e municípios, com apoio do MEC), que são adequação dos currículos das redes e dos projetos políticos pedagógicos das escolas à BNCC e formação continuada dos professores e adequação dos materiais didáticos.


A BNCC trará o essencial que todos os currículos, de todas as redes, deverão ensinar. Cada rede poderá incluir, além do que determina a BNCC, os conhecimentos regionais que julgarem pertinentes. No geral, pode-se esperar orientações muito mais claras sobre o que ensinar em sala de aula e uma visão mais transparente da progressão dos aprendizados ao longo das etapas escolares. Na Educação Infantil, a introdução dos campos de experiência e expectativas de desenvolvimento de acordo com faixas etárias específicas são os principais avanços.

Como coordenadores pedagógicos e diretores podem ajudar os professores no dia a dia para a implementação da Base?

A equipe gestora será a responsável por apresentar a BNCC para o corpo docente, ajudando-o a interpretar o documento e pensar conjuntamente como transformar os conteúdos da Base e as propostas curriculares das redes em um currículo que esteja de acordo com a realidade da unidade, além de reformular o PPP e auxiliar na estruturação do planejamento diário dos professores de acordo com as novas diretrizes. Dentro desse contexto, outro campo de atuação do coordenador pedagógico serão as formações continuadas dos professores para colocar em prática a BNCC e os ajustes necessários no planejamento docente. Os gestores também precisarão desenhar ações e estratégias para apoiar os alunos com defasagem em relação ao que será exigido como conhecimento mínimo para aquela série de acordo com a Base.

Acesse AQUI o documento.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Rio Grande do Norte: onde a educação não tem presente nem futuro

No Ceará educação é solução, no Rio Grande do Norte é problema.


O Estado do Ceará vem se destacando no contexto nacional quando o assunto é educação de qualidade. Enquanto no Rio Grande do Norte o Estado e os município a prioridade é culpar e perseguir os professorares pelos desmandos, no Ceará a educação é a solução para a criação de empregos, aumento do Produto Interno Bruto - PIB, redução das desigualdades sociais e da criminalidade.

Leia AQUI a matéria publicada no O Globo que explica o sucesso do Ceará na Educação

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O novo desafio da escola é se manter indispensável

Diante de um novo aluno e da necessidade de um novo tipo de professor as escolas atuaistêm um novo desafio: manter-se indispensável. A juventude formada na sociedade da informação não aceita mais que a escola seja uma detentora e repassadora de conhecimento, ele quer participar da construção do conhecimento e a escola com seus professores não estão preparados para assumir esse desafio.

Somos sabedores que cada aluno tem uma forma diferente de aprender e a metodologia tradicional não conseguiu e não vai conseguir fazer com que todos os alunos consigam aprender. A única forma de viabilizar que todos aprendam dentro de suas especificidades é através do correto uso da tecnologia. Muitos gestores acham que comprando equipamentos de última geração é suficiente para que o professor ofereça aos seus alunos uma aula diferente. A Escola Manoel de Barros é uma prova que assim não funciona. Temos alguns poucos equipamentos na escola mas os professores continuam dando aula com lápis e lousa. Falta os professores serem capacitados para usar essas ferramentas.

A facilidade com que os alunos interagem com a tecnologia está impondo uma mudança de comportamento dos professores. A geração digital passou a exigir que o professor assuma não o detentor de conhecimento, mas o facilitador da construção desse conhecimento. O motivo é muito claro. Em um mundo dominado pelo uso corrente da tecnologia pelos alunos, estes não suportam mais ouvir horas de explicações enfadonhas e transcritas em uma lousa.

Apesar do professor continuar indispensável no processo ensino-aprendizagem, seu papel mudou. Consigo enxergar nas escolas três tipos de professores: a) o que não quer mudar e se orgulha de continuar ensinando o mesmo conteúdo com a mesma metodologia a mais de 20 anos; b) o que tem consciência que está ultrapassado e espera que a Secretaria de Educação e sua escola o ajude a mudar e c) o professor que não espera e já ensaia alguma mudanças.

Um trabalho publicado pela Revista Veja classifica como novo professor aquele que:
a) Está sempre atualizado com o que há de mais moderno;
b) Se utilizar da tecnologia para melhorar o aprendizado;
c) Admitir não ter todas as respostas;
d) É parceiro do aluno e aprende com ele;
e) Continua mantendo a autoridade, sem ser autoritário.

Mas, para que a escola continue sendo indispensável é necessário valorizar o professor.

O Porvir publicou nove temas que já foram debatidos e que viraram consenso nas escolas. Veja a matéria AQUI.

domingo, 15 de outubro de 2017

Reformulação do Plano de Carreira do Magistério - o que defende o Sindserb e a prefeitura

Na última quarta-feira (11) reuniram-se os membros da Comissão de Reformulação do Plano de Carreira do Magistério de Baraúna. Estiveram presentes Lairton, Gustavo e Reginaldo - representando o Sindserb, Aldivon, Ednaldo, Anderso, Doriana - representando a prefeitura e Marcos Antônio e Niéliton - representando o legislativo. As discussões tiveram como base uma tabela elaborada por Reginaldo com a colaboração de vários professores.

Na tabela você verá na primeira coluna os artigos do PL 34/2017 que o Sindserb acha que deve ser feito alterações e na segunda coluna as correções (emendas). Principalmente os artigos que tratam da remuneração dos professores o posicionamento da prefeitura tem sido muito firme no sentido de não fazer concessões, ou seja, retirar direitos adquiridos.

Sobre o que foi aprovado ou não pela comissão discutiremos na próxima assembleia do Sindserb, marcada para a próxima terça-feira (17).

sábado, 14 de outubro de 2017

Escola do século XXI deve prezar pelo "aprender fazendo"

Desenvolvimento de habilidades tende a substituir simples transmissão de conteúdo, dizem especialistas no evento Educação 360.

Crianças sentadas em filas, de frente para um quadro, recebendo passivamente o conteúdo transmitido pelo professor. A imagem clássica de uma sala de aula tradicional parece estar com os dias contados. Na escola do futuro, a metodologia de ensino atual tende a ser substituída por modelos mais próximos ao Project Based Learning ou "aprendizado baseado em projetos", em português que prega o "aprender fazendo" e enfatiza o desenvolvimento de habilidades e competências. A tendência, já aplicada em alguns colégios pelo mundo, foi defendida pelo chefe da Seção de Políticas Educacionais da Unesco, Francesc Pedró, e pela fundadora e diretora da Fundación Escuela Nueva, Vicky Colbert, em suas apresentações na manhã desta quinta-feira no encontro internacional "Educação 360", promovido pelos jornais O GLOBO e Extra. Veja matéria completa AQUI.

Assista este VÍDEO como complementação do artigo acima.