segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Professores e currículo têm de estar alinhados, diz educador de Cingapura

Cingapura é um dos países que possuem um dos sistemas educacionais mais eficientes do mundo. Saiba porque na entrevista de Renata Cafardo, colaboradora da Folha de São Paulo, feita a Lee Sing Kong, que liderou mudanças na formação dos professores em Cingapura.

Veja entrevista completa AQUI.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Entenda como é calculado o piso dos professores da educação básica

Deu no UOL notícias
Líria Jade - Repórter da Agência Brasil

O piso salarial dos professores em 2017 terá um reajuste de 7,64%. Com isso, o menor salário a ser pago a professores da educação básica da rede pública deve passar dos atuais R$ 2.135,64 para R$ 2.298,80.

O anúncio feito pelo Ministério da Educação é válido em todo o país. O ajuste deste ano é menor que o do ano passado, que foi de 11,36%. O valor representa um aumento real, acima da inflação de 2016, que fechou em 6,29%. O novo valor começa a valer a partir deste mês.

A expectativa é de que até 2020, sexto ano da vigência da lei do Plano Nacional de Educação (PNE), os salários dos professores da educação básica pública estejam equiparados aos salários de outros profissionais com escolaridade equivalente.

De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Educação Básica de 2014, publicado pelo movimento Todos Pela Educação e pela Editora Moderna, um professor com graduação em nível superior no Brasil recebe, em média, 51,7% do salário de outro profissional com a mesma formação.

Mas como é calculado o valor do piso? O que fazer se municípios ou estados não pagarem o valor? Pensando nessas e em outras questões recorrentes sobre o tema, o Portal EBC preparou uma série de perguntas e respostas para ajudar você a entender o que é e como funciona o piso salarial nacional do magistério. Confira:

Piso: o que é?

O piso salarial profissional para os profissionais do magistério público da educação básica é o valor mínimo que os professores em início de carreira devem receber. A quantia é atualizada anualmente. A regra vale para todo o país. Esses profissionais devem ter formação em magistério em nível médio (ou antigo curso normal) e carga horária de trabalho de 40h semanais, e atuar em estabelecimentos públicos de ensino na educação infantil, no ensino fundamental e no ensino médio, em todo o país.

O piso salarial nacional do magistério foi instituído pela Lei n° 11.738, de 16 de julho de 2008, regulamentando uma disposição já prevista na Constituição Federal (alínea 'e' do inciso III do caput do artigo 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) e na Lei de Diretrizes e Base da Educação - LDB (Lei nº 9.394/96). Esta lei também fixou limites para o trabalho de interação com os alunos na composição da jornada docente: professores devem passar no máximo dois terços (2/3) da carga horária em sala de aula, e no mínimo um terço (1/3) da jornada de trabalho deve ser destinado às chamadas atividades extraclasse, como planejamento de aulas, reuniões pedagógicas, correção de atividades etc.

Definição do valor

O valor do piso salarial nacional do magistério é calculado com base na comparação da previsão do valor aluno-ano do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - Fundeb dos dois últimos exercícios. O valor aluno-ano é o valor mínimo estabelecido para repasse do Fundeb (que envolve recursos provenientes da arrecadação de estados e municípios e também da União, quando houver necessidade de complementação financeira) para cada matrícula de aluno na Educação Básica por ano.

Para calcular esse valor aluno-ano, cabe ao Ministério da Educação apurar o quantitativo de matrículas que será a base para a distribuição dos recursos (o que é feito pelo Censo Escolar da Educação Básica); e com o Tesouro Nacional fica a responsabilidade de estimar as receitas da União e dos Estados que compõem o fundo; além de definir o índice de reajuste. Assim, foi dividido o valor aluno vigente em 2015 (e relativo a 2014) de R$ 2.545,31, pelo valor que vigorou em 2014 (referente a 2013), de R$ 2.285,57, para se chegar à variação percentual de 11,36% que constitui o índice de atualização do piso salarial dos professores em 2015.

Piso, salário e remuneração são diferentes

O piso é a menor remuneração que uma categoria recebe pela sua jornada de trabalho. No caso do piso salarial nacional do magistério, esse valor é correspondente a uma jornada de 40 horas semanais.

O salário é a contraprestação que o funcionário recebe ao final do mês pelos serviços prestados ao empregador. Compreende o próprio salário-base, que pode ser o piso (vencimento inicial) da categoria, se estiver em início de carreira, ou salário maior conforme o tempo de serviço, nível de formação, entre outros fatores que podem influenciar positivamente no monante.

Já a remuneração corresponde à soma de tudo aquilo que o trabalhador recebe ao final do mês, isto é, é o salário acrescido dos demais ganhos do trabalhador, como horas extras, adicional noturno, adicional de periculosidade, insalubridade, 13º salário, férias remuneradas, abono e rendimentos do PIS/Pasep.

No caso específico do piso nacional do magistério, a Lei n° 11.738 fala que o vencimento inicial da categoria será atualizado todos os anos para, gradualmente, equiparar o salário dos professores das escolas públicas às demais categorias com nível de formação equivalente (veja na questão 2 sobre como é definido o valor do piso). Ou seja: o piso não deve ser confundido com remuneração e a conta do valor mínimo não pode incluir adicionais pagos ao docente como gratificações.

O reajuste salarial também ocorre anualmente, mas a partir da livre negociação da categoria ou de seus representantes, como sindicatos e federações, com os empregadores, a fim de recompor parte das perdas sofridas pela inflação e aumento do custo de vida, para preservar o poder aquisitivo do trabalhador na comparação de um ano para outro. Além do reajuste, as negociações salariais com o empregador podem envolver ainda um aumento real, que é um valor que, embora seja independente ao do reajuste, comumente é acrescido a ele nas negociações.

Outros profissionais da educação têm direito?

A Lei n° 11.738 contempla com o piso os profissionais do magistério público da educação básica. A lei diz que essa categoria compreende, além daqueles que desempenham as atividades de docência, como os professores, também "os profissionais que atuam no suporte pedagógico à docência, exercendo atividades de direção, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais, exercidas no âmbito das unidades escolares de educação básica, em suas diversas etapas e modalidades, com a formação mínima determinada pela legislação federal de diretrizes e bases da educação nacional".

Assim, o piso salarial nacional deve ser o vencimento inicial para professores, diretores, coordenadores, inspetores, supervisores, orientadores e planejadores escolares em início de carreira, com formação em magistério ou normal e carga horária de 40 horas semanais.

Embora trabalhem na escola, o secretário ou auxiliar administrativo, a merendeira, entre outros profissionais, não têm careira no magistério pelas legislações vigentes.

Proporcionalidade

A lei que instituiu o piso salarial nacional do magistério prevê que haja proporcionalidade entre o valor do vencimento inicial destinado ao docente que trabalha mais ou menos que 40 horas semanais.

Cumprimento do piso

Menos da metade dos municípios e 17 estados, além do Distrito Federal, declararam conseguir pagar em 2016 ao menos o mínimo estabelecido em lei aos professores de escolas públicas da educação básica de suas respectivas redes de ensino, de acordo com o MEC. http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2017-01/menos-da-metade...

O que fazer quando o estado ou município não paga o piso?

A Lei 11.738, que trata do piso salarial nacional do magistério, não prevê nenhuma punição expressa para o estado ou município que descumprir a norma. Com isso, vários estados e municípios, por dificuldades diversas, ainda não cumprem o pagamento do piso salarial nacional do magistério. Ou pagam o piso e não asseguram ao docente cumprir 1/3 de sua jornada com atividades extraclasse.

Compete ao Ministério Público, por iniciativa própria ou denúncia dos cidadãos, fiscalizar a aplicação da lei.

Os profissionais da educação que se sentirem lesados também podem recorrer à Justiça e entrar com uma ação contra o estado ou município que estiver infringindo a legislação.

Responsabilidade do governo federal

No artigo 4º da Lei 11.738 há a indicação para que a União complemente as verbas dos entes federativos que não tenham condições de arcar com os custos do pagamento do piso nacional do magistério, mediante a comprovação da insuficiência de recursos.

A lei também estipula que o governo federal será responsável por cooperar tecnicamente com os estados e municípios que não conseguirem assegurar o pagamento do piso, lhes assessorando no planejamento e aperfeiçoamento da aplicação de seus recursos.

Para discutir o alinhamento do investimento salarial para os professores com a receita dos entes federados, em novembro último, foi instalado o Fórum Permanente para o Acompanhamento da Atualização Progressiva do Valor do Piso Salarial Nacional para os Profissionais do Magistério Público da Educação Básica. O fórum acompanha uma das estratégias da meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que trata do piso.

O fórum tem a participação de representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e do Ministério da Educação.

Com informações de Fernanda Duarte do Portal EBC

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

MEC anuncia piso salarial dos professores com aumento de 7,64%, índice acima da inflação

O piso salarial dos professores terá aumento de 7,64% em 2017. O índice, anunciado pelo Ministério da Educação nesta quinta-feira, 12, representa incremento de 1,35% acima da inflação acumulada de 2016, que foi de 6,29%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), divulgado na quarta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ministro da Educação, Mendonça Filho, também reafirmou o compromisso do governo federal de antecipar o repasse de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb) para complementar o piso salarial dos professores, nos estados e municípios, referente a 2017. Conforme anunciado em dezembro, o pagamento, este ano, será feito mensalmente, já a partir de janeiro. Para este ano, o valor estimado é de R$ 1,29 bilhão.

“Esse reajuste no piso é algo importante porque significa, na prática, a valorização do papel do professor, que é central na garantia de uma boa qualidade da educação”, declarou Mendonça Filho. “Não podemos ter uma educação de qualidade se não tivermos professores bem remunerados e motivados.”

Lei — De acordo com o ministro, o reajuste anunciado segue os termos do art. 5º da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008, que estabelece a atualização anual do piso nacional do magistério, sempre a partir de janeiro. “Para este ano, o piso nacional do magistério é de R$ 2.298,80”, disse. “O professor que tem carga horária mínima de 40 horas semanais e formação em nível médio (modalidade curso normal) não pode receber menos do que esse valor.”

Como a carga horária do município de Baraúna é de 30 horas semanais, o valor do piso será de R$ 1.724,10.

O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alessio Costa Lima, explicou que a lei estabelece o piso nacional do professor, não o percentual. “O piso nacional de R$ 2.298,80 é o valor sobre o qual nenhum professor do país inteiro pode ganhar menos”, disse. “No entanto, temos diversas situações de municípios e estados que já pagam os salários dos seus professores acima desse valor.”

No caso desses estados, segundo Costa Lima, não há a necessidade de aplicar o percentual de 7,64%. “O que tem de ser assegurado na Lei do Piso é que nenhum estado pague menos que o valor de R$ 2.298,80.”

Critério — O critério adotado para o reajuste, desde 2009, tem como referência o índice de crescimento do valor mínimo por aluno ao ano do Fundeb, que toma como base o último valor mínimo nacional por aluno (vigente no exercício que finda) em relação ao penúltimo exercício. No caso do reajuste deste ano, é considerado o crescimento do valor mínimo do Fundeb de 2016 em relação a 2015.

Os estados e municípios que, por dificuldades financeiras, não possam arcar com o piso, devem contar com a complementação orçamentária da União, como determina a Lei 11.738/2008, no art. 4º.

Durante entrevista coletiva realizada no Ministério da Educação nesta quinta-feira, 12, o ministro também anunciou a nova composição do fórum permanente para acompanhamento da atualização progressiva do valor do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. A Portaria nº 1/2017, da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase) do MEC, com a nova composição do fórum, foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 12, seção 2, página 25.

Fonte
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Educação

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A conexão do velho com o novo que deu certo

Nos anos de 2015 e 2016 conseguimos uma aprovação de 96% em matemática. Mas que metodologias e recursos usamos para atingir esse percentual?

Antes veja o relatório AQUI

Estabelecemos metas de aprendizagem para todos os alunos e turmas
Apesar de muitas escolas não dar importância a metas nós acreditamos que ela nos ajuda a perseguir um índice mínimo de aprendizagem de todos os alunos e com isso possibilitar um processo rico de reflexão e replanejamento do processo de ensino e aprendizagem. Se uma turma atinge a meta percebemos que é hora de aumentar a sua expectativa de aprendizagem e se a meta não é atingida acende um sinal de alerta que algo está errado e precisamos agir para corrigir imediatamente e garantir que todos aprendam no seu ritmo. Em 2015 estabelecemos a meta de 80% de aprovação e em 2016 de 70%.

Observe no gráfico acima que subestimei meus alunos, principalmente em 2016, mas tem uma explicação para isso. Em 2015 lecionava só turmas de 8º e 9º Anos e em 2016 tinhamos quatro turmas de 7º Ano que, geralmente apresentam uma deficiência maior, principalmente em Matemática e Língua Portuguesa, muito embora eu não tivesse que fazer isso, pois nós professores devemos sempre aumentar as expectativas de aprendizagem de nossos alunos, independente das suas deficiências.

Aulas expositivas dos conteúdos em casa e resolução de exercícios na sala de aula
Neste método denominado de Aula Invertida os alunos estudavam o conteúdo em casa e na sala de aula tirávamos as dúvidas e em equipe os alunos eram motivados a resolver problemas do assunto estudado. Mas como? Em 2015 criamos um blog onde postamos vídeoaulas para os alunos com internet em casa e gravamos DVD com as vídeoaulas para os que não tinham internet. Os que tinham smartphone podiam assistir as vídeoaulas nele. Em 2016 substituímos o blog pelo Edmodo - rede social educacional.

A metodologia da “sala de aula invertida” (Flipped Classroom, em inglês), propõe a inversão completa do modelo de ensino. Sua proposta é prover aulas menos expositivas, mais produtivas e participativas, capazes de engajar os alunos no conteúdo e melhor utilizar o tempo e conhecimento do professor.

É possível aplicar essa metodologia a todas as disciplinas escolares obtendo o mesmo efeito. Pelos estudos obtidos em diversas instituições em todo o mundo, há sempre um ganho em relação à metodologia tradicional, independente da disciplina.

Foi fácil? De forma alguma. Nossa luta para inverter a nossa aula foi motivo de certa resistência, principalmente porque a escola não desenvolve a cultura do estudo em casa. Durante o percurso do projeto tivemos que realizar várias adaptações para dificultar os vícios dos alunos como apenas copiar o conteúdo, copiar o conteúdo dos alunos que assistiam a vídeoaula e mesmo os que resistiam a não fazer nada.

Como nossos alunos foram treinados a ter o conteúdo mastigado pelo professor em sala de aula, no começo eles assistiam o vídeo e não entendiam nada e nesse caso tivemos que voltar a tradicional aula expositiva e ensinar o conteúdo que ele não conseguiu assimilar. Os avanços ainda está no começo, mas acreditamos que esse é o caminho para uma educação libertadora.

Muitas avaliações
Como falamos antes, realizávamos muitos exercícios em sala de aula e depois que detectávamos que o alunos atingia certo nível de aprendizagem realizávamos uma avaliação pela plataforma Edmodo. A maioria das turmas fizemos até 6 avaliações apesar da escola exigir apenas três para o cálculo das média bimestral. Mas por que tanta avaliações? Por que acreditamos que os conceitos de matemática só são aprendidos pela exaustiva resolução de problemas ou aplicação no cotidiano do alunos.

Uso de plataformas digitais
Nada disso teria sido possível sem o uso da Khan Academy e o Edmodo. Em posts anteriores faço uma explanação das duas plataformas e para não ficar repetitivo acesse os links abaixo e entenda o que é e qual o potencial de cada uma delas.


Apesar dos bons resultados e a repercussão que esse projeto tomou a nível nacional não tivemos o apoio da direção e coordenação pedagógica do Manoel de Barros para motivarmos a adesão de mais professores a metodologia. Veja o concurso abaixo.

Projeto do professor Reginaldo é destaque em Concurso Olho na Escola

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Poucas mudanças na Lei de gestão democrática nas escolas do RN

O Governador do Estado, Robinson Faria sancionou a lei que dispõe sobre a gestão democrática e participativa da Rede Pública Estadual de Ensino. A lei complementar nº 585 foi sancionada em 30 de dezembro de 2016 e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), na edição do dia 31 de dezembro 2016.

Mudanças
  1. Ampliação do mandato dos diretores e vice-diretores das escolas. A partir das próximas eleições, os gestores terão mandato de três anos à frente da administração da escola, ao invés de dois.
  2. Fim da obrigatoriedade de o candidato ter pelo menos dois anos de atuação na escola. Com a nova lei, o gestor precisa atuar no mínimo por um ano na unidade para concorrer a uma das vagas de gestor.
  3. Assim como no nosso plano, para o cálculo dos votos das chapas era feita uma média aritmética ponderada, pois os eleitores tinham pesos diferentes. Agora os votos são paritários, ou seja, o voto de um professor, aluno, pai e funcionário tem o mesmo peso.
Com exceção da terceira mudança, houve um retrocesso, pois defendo que os diretores tenham apenas dois anos com uma reeleição e que o postulante a diretor tenha no mínimo três anos de efetiva atuação na escola que deseja concorrer ao cargo. Quanto ao cálculo da chapa vencedora, nas discussões da elaboração do projeto de lei defendia voto paritário, mas fui voto vencido.

Lei 553/2016

Como nossa Lei foi elaborada tendo como referência a do Estado, pudemos adaptar à nossa realidade e por isso acredito que a Lei 553/2016 é melhor que a Lei 585/2016.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Professores deverão receber dinheiro de ação ganha pela prefeitura de Baraúna

Justiça dar ganho de causa ao município de Baraúna em ação ajuizada pela prefeitura contra a União, postulando o pagamento de diferenças de complementação de repasse do FUNDEF, decorrente a subestimação do Valor Mínimo Anual por Aluno nos anos de 2001 a 2006.

Um secretário da prefeitura me afirmou que cada professor deverá receber, em média, R$ 35.000,00. O repasse desse dinheiro ainda não tem data certa, mas isso poderá ocorrer até final de 2017. Terão direito apenas os professores que entraram na prfeitura até 2016. Do total a prefeitura tem obrigação de repassar aos professores o equivalente a 60%, mas se quiser pode repassar os 100%.

Alguns municípios já receberam e como os professores não sabiam os prefeitos usaram o dinheiro para outros fins. Logo, devemos ficar atentos aos repasses do município para não sermos enganados. O sindicato deverá conversar com a prefeita e deixar claro que o dinheiro deverá ser destinado unicamente aos professores.

Acesse AQUI o processo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Eleições para direção de escolas públicas ainda enfrenta resistência dos prefeitos

É a partir da década de 80 que começam que começa a história do processo de escolha de diretores, pois é nesse período que surgem reivindicações para a redemocratização política do país. A partir daí surge, em vários estados, a eleição para diretores, no entanto nos municípios, onde o clientelismo predomina, encontra muita resistência por parte dos prefeitos que usam as nomeação para agraciar seus  apadrinhados políticos.

Um dos principais motivos para a implantação das eleições de diretores foi a possibilidade do sistema eletivo acabar com as práticas tradicionalistas calcadas no clientelismo. A partir daí houve uma considerável redução, nos sistemas que adotaram a eleição de dirigentes, da sistemática influência dos agentes políticos na nomeação do diretor.

Entre as formas de escolhas temos nomeação, concurso, carreira, eleição e esquema misto. No caso de Baraúna o sistema adotado foi por eleição direta. Através desse processo, que a vontade da comunidade escolar vai prevalecer, pois é uma escolha feita através do voto direto por escolha. Essa é a maneira que mais favorece o debate democrático na escola, o compromisso e a sensibilidade política por parte do diretor, além de permitir a cobrança e a corresponsabilidade de toda a comunidade escolar que participou do processo de escolha. De acordo com o MEC (2005), tem sido a modalidade mais democrática já que o processo começa desde a eleição dos representantes do colégio eleitoral até a operacionalização.

A equipe gestora escolar escolhido por nomeação onde os seus membros podem serem substituídos a qualquer momento, de acordo com a conveniência e o momento político, estabelecendo assim uma prática clientelista, é considerado o pior dos sistemas de escolha.

No caso de Baraúna foi e está sendo uma luta para concretizar o processo de democratização. Até hoje os diretores eleitos em 2016 ainda não foram nomeados pela prefeita. Em conversa com o Secretário Municipal da Educação de Baraúna ele nos garantiu que até sexta-feira (6) essa questão estaria resolvida. Esperamos.

Leis e normativos que asseguram as eleições diretas para diretor de escolas públicas.

Resolução nº 2 de 28 de maio de 2009 (Art. 5º inciso X - MEC/Conselho Nacional de Educaçõ)
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/1996, Art. 3º, Inciso VIII). O detalhamento da gestão democrática se dá nos Artigos 14 e 15.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Prefeito de Baraúna homologa resultados das eleições para diretores das escolas

Hoje (28) o prefeito de Baraúna Edson Pereira Barbosa homologou os resultados da apuração das eleições para diretores e diretores adjuntos, realizadas no dia 14/12/2016 na Escola Municipal de1º Grau Manoel de Barros, Escola Municipal de 1º Grau Maria Barros e da Escola Municipal de 1º Grau Amauri Ribeiro.

Chapas eleitas e homologadas

Escola Municipal de1º Grau Manoel de Barros
Diretor: Francisco Reginaldo de Souza
Diretora adjunta: Liany Barbosa Felix da Silva
Diretora Adjunta: Antônia Rafaela do Nascimento Silva

Escola Municipal de 1º Grau Maria Barros
Diretora: Joelma Pompeu da Silva
Diretora adjunta: Helayne Sandry Duarte de Souza Maia

Escola Municipal de 1º Grau Amauri Ribeiro
Diretora: Valquiria Fernandes de Sousa Lemos
Diretora adjunta: Ione Maria Costa

Os diretores eleitos esperam no início de janeiro de 2017 a nomeação pela prefeita eleita Lúcia Nascimento.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Base Nacional Comum Curricular

O que é?
Um documento que traz o conteúdo mínimo a ser ensinado nas redes públicas e privadas do país.

Serve para quais etapas?
Toda a educação básica (ensinos infantil, fundamental e médio).

Quem deve aplicá-la?
Todas as escolas das redes municipal, estadual, federal e particular.

De quais áreas do conhecimentos ela tata?
Matemática, ciências da natureza (ciências, física, química e biologia), linguagens (línguas portuguesa e estrangeira, arte e educação física) e ciências humanas (história, geografia, sociologia e filosofia).

Como é hoje?
As escolas se baseiam em diretrizes consideradas genéricas e em livros didáticos, que são escolhidos pela própria escola. O que cai nos vestibulares e no Enem também influencia.

Como vai ficar?
Cerca de 60% do conteúdo abordado em sala de aula seguirá a base curricular do mec; o restante será determinado pelas redes estadual e municipal e pelas escolas.

Veja AQUI a 2º versão da BNC.

Fonte

domingo, 25 de dezembro de 2016

Transformar professor analógico em digital só com capacitação

Professor analógico já não consegue atender as expectativas dos estudantes digitais.

Para ensinar o aluno de hoje é necessário muito mais do que dominar o conhecimento da sua disciplina. O que aprendemos nos bancos das universidades já não dar de conta das demandas exigidas pelos nossos estudantes.

Não queremos dizer que o professor analógico não tenha o que oferecer aos alunos dgitais, claro que tem. A experiência acumulada ao longo do tempo pode ajudar no início de um novo processo, mas para isso o professor precisa ter humildade para reconhecer suas limitações e que precisa continuar estudando.

Num cenário de altos índices de evasão escolar, reprovação e desmotivação generalizada dos alunos e funcionários da Escola Manoel de Barros, não consigo ver outra saída a não ser investir forte na capacitação da sua equipe pedagógica, professores e funcionários. Essa preocupação deveria ser da Secretaria Municipal da Educação e do Desporto, mas como não se mexe nem numa crise grave que nossa educação vive, então faremos nossa parte. 

Como estratégia apresentaremos a todos um plano de capacitação online e na prática. Para os professores e equipe pedagógica proporemos os cursos oferecidos pelo Coursera. São cursos online, gratuito e de excelente qualidade, pois são oferecidos pelas melhores universidades do mundo.

Para início:

Um apoio para tornar os professores mais inovadores e eficazes. O curso ensina os professores a usarem os produtos Google para facilitar seu trabalho, seja nas atividades administrativas ou em dinâmicas de sala de aula. Realização: Google em parceria com Fundação Lemann e Foreducation.

Ensino híbrido é uma abordagem da educação que usa a tecnologia como aliada no ensino e aprendizado. Este curso, que foi criado a partir da experiência de professores brasileiros, apresenta formas de o educador aproveitar melhor seu tempo e entregar a cada aluno conteúdos personalizados. Além de explicar o conceito de ensino híbrido, ele propõe atividades práticas para implementá-lo no dia a dia da escola. O Ensino Híbrido pode ajudá-lo a usar ainda melhor a Khan Academy, Programaê! e produtos Google. Realização: Fundação Lemann e Instituto Península.

Gestão para a Aprendizagem: módulo Gestão Estratégica
O curso aborda uma nova concepção de gestão escolar focada na aprendizagem dos alunos e nas dimensões de trabalho do gestor visando o sucesso escolar, com foco na rede pública. O cerne do curso é o planejamento estratégico e os instrumentos práticos, tais como a caracterização da comunidade escolar, a avaliação de eficácia, a análise SWOT e o plano de ação.

Explorando os recursos educacionais da Khan Academy
Matemática simplificada. O curso apresenta a ferramenta gratuita Khan Academy através das perspectivas do tutor e do aluno, para que o professor domine todos os recursos disponíveis. Ele aborda diferentes etapas do uso da ferramenta: desde como começar a usar o site em aulas até como aproveitá-lo para otimizar o aprendizado. Realização: Fundação Lemann, Instituto Península, Ismart e Instituto Natura