quarta-feira, 20 de março de 2019

Rio Grande do Norte elabora seu Currículo da Educação Infantil e do Ensino Fundamental

Dezessete estados brasileiros, incluindo o Rio Grande do Norte, já entregaram os currículos alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As indicações é de que as redes possam capacitar os profissionais das escolas antes que o currículo chegue nos estabelecimentos de ensino. No entanto, algumas adaptações já devem ter início e é possível que alguns estados comecem o ano letivo de 2019 já com o novo currículo. “As escolas já serão estimuladas a fazer mudanças no projeto político-pedagógico e trabalhos de orientação curricular no ano que vem”, diz Marcelo Ferreira da Costa, secretário municipal de Educação de Goiânia (GO) e presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) Centro-Oeste.

Os documentos seguem agora para respectivos conselhos das redes. Os conselhos estaduais serão responsáveis por aprovar o documento para os anos finais do Ensino Fundamental – e anos iniciais nos municípios em que a etapa pertence à rede estadual de ensino –, enquanto os conselhos municipais serão responsáveis pela Educação Infantil e anos iniciais do Fundamental. “Nossa recomendação é que os conselhos municipais também sejam envolvidos no processo de aprovação dos estaduais para que eles tenham maior facilidade nos processos municipais”, diz Marcelo. Em Goiás, os conselhos e secretarias municipais estão sendo convidados para acompanhar o processo de aprovação estadual.

Acesse os Currículos

O processo de construção dos currículos
Durante o ano de 2018, as secretarias de Educação estaduais uniram esforços com as municipais para produzir os currículos alinhados à Base, em regime de colaboração. O processo contou com uma equipe técnica mista de redatores de diferentes redes de ensino e apoio da Undime, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e do Ministério da Educação (MEC). 

Os currículos também passaram por uma consulta pública, por meio de uma plataforma que foi criada para receber as sugestões e comentários sobre as propostas curriculares. Dos 5.570 municípios brasileiros, 3.056 participaram das consultas. Ao todo, a plataforma recebeu mais de 5,3 milhões contribuições. Elas foram categorizadas e analisadas pelos redatores, que as usaram de base para fazer adequações, incorporações e exclusões no texto. Para Marcelo, o movimento nacional foi grande considerando as proporções continentais do país, as dificuldades de logística e comunicação. “A maior parte dos municípios percebe a necessidade de organização curricular e de um trabalho que vai habilitar as redes a ofertarem uma Educação de melhor qualidade”. Todas as redes precisam adaptar seus currículos até 2020.

Oito estados ainda estão sistematizando as contribuições recebidas e apenas dois ainda estão realizando as consultas públicas (Rio de Janeiro e Maranhão). Apesar de 85% dos municípios terem aderido aos currículos construídos em colaboração, o presidente da Undime Centro-Oeste disse que ainda há possibilidade de adesão. “Nesse momento, todos que aderiram vão ter suporte para fazer as adequações curriculares, mas, em qualquer momento, um município que não aderiu pode utilizá-lo e solicitar o apoio da Undime”, explica Marcelo. Pela extensão do país e diversidades regionais, os currículos podem ser adaptados para refletir melhor as peculiaridades de cada município.

Transcrito do Portal da Undime

quarta-feira, 6 de março de 2019

A Sala de Aula Invertida

A sala de aula invertida é um dos modelos de ensino híbrido mais utilizados nas universidades e escolas inovadoras. Porém ainda há alguns equívocos na utilização correta do método, o que acaba trazendo alguns problemas.

Um dos mais comuns é achar que há uma troca de funções, ou seja, que será o aluno quem dará aula ao invés do professor. Na verdade há sim uma troca, porém do ambiente em que se dará o primeiro momento de aprendizagem. Poderá ser em casa ou em algum lugar fora do contexto de sala de aula. Nele o aluno realizará as atividades on-line elaboradas pelo professor tendo o controle sobre o tempo, modo, lugar e o ritmo em que aprende. O segundo momento de aprendizagem ocorre em sala de aula, na presença do professor, onde são realizadas atividades relacionadas ao que foi aprendido em casa.

A grande vantagem deste método é o ganho de tempo em sala de aula, o professor não precisa explicar o conteúdo através de aulas expositivas, pois os alunos já tiveram acesso a ele anteriormente. Ele pode agora realizar exercícios, trabalhos em grupo, experimentos, debates, ou seja, aplicar ou aprofundar o que foi visto.

Outro equívoco comum que encontramos é não acreditar no potencial dos alunos. No início, um dos desafios do professor é a baixa adesão, o que leva muitos professores a desistirem deste método. Normalmente os alunos não estão acostumados a estudar sozinhos, ainda mais conteúdos novos. Por isso é importante que no começo o professor especifique conteúdos fáceis para que eles aos poucos possam se acostumar e acredite que todos possuem o potencial de aprender além do que ensinamos.

Na sala de aula, é importante também que os alunos percebam que o professor realmente utilizou os dados gerados pelos formulários on-line para diferenciar a aprendizagem dos alunos. Especialmente para aqueles que não realizaram as atividades propostas.

Pode-se destacar a “sala de aula invertida” – em inglês, flipped classroom – como um método ativo bastante atual e que, inclusive, pode ser o que dominará em um futuro próximo. Sendo assim, esse método tem por objetivo substituir a maioria das aulas expositivas por conteúdos virtuais.

Ademais, nesse modelo o aluno tem acesso aos conteúdos on-line, para que o tempo em sala seja otimizado. Isso faz com que ele chegue com um conhecimento prévio e apenas tire dúvidas com os professores e interaja com os colegas para fazer projetos, resolver problemas ou analisar estudos de caso. Tal fato incentiva o interesse das turmas nas aulas, fazendo com que a classe se torne mais participativa.

Já os discentes se beneficiam com um melhor planejamento de aula e com a utilização de recursos variados, como vídeos, imagens e textos nos mais diversos formatos. Afinal, cada um tem um jeito de aprender. Dessa forma, é possível melhorar a concentração e dedicação dos alunos também nos encontros presenciais, sem que os professores se desgastem.

Abaixo segue um vídeo que resumidamente mostra com detalhes as etapas deste método que já usamos desde 2017 nas aulas de matemática da Escola Municipal de 1º Grau Manoel de Barros.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Encceja 2019 terá inscrições entre 20 e 31 de maio

A edição 2019 do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) está confirmada. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou o cronograma na manhã desta sexta-feira, 1º de março. As inscrições serão de 20 a 31 de maio. Quem se inscreveu para o Encceja 2018, não compareceu e quiser participar em 2019 terá que justificar ausência entre 15 e 24 de abril, anexando documentos que comprovem motivo justo. Os detalhes estarão no edital, previsto para abril. As provas do Encceja Nacional serão aplicadas em 4 de agosto, tanto para o Ensino Fundamental, quanto para o Ensino Médio. O cronograma das aplicações no exterior e para pessoas privadas de liberdade serão divulgadas posteriormente.

O Encceja é direcionado aos jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de concluir seus estudos na idade apropriada para cada nível de ensino. A participação é voluntária e gratuita, mas existe uma idade mínima exigida. Quem visa a Certificação de Conclusão do Ensino Fundamental precisa ter 15 anos completos na data de realização do Exame. Quem visa a Certificação de Conclusão do Ensino Médio precisa ter 18 anos completos.

Entenda melhor o que é o Encceja

Certificado X Declaração Parcial de Proficiência
Os resultados individuais do Encceja permitem a emissão de dois documentos distintos: a Certificação de Conclusão de Ensino Fundamental ou do Ensino Médio, para o participante que conseguir a nota mínima exigida nas quatro provas objetivas e na redação; e a Declaração Parcial de Proficiência, para o participante que conseguir a nota mínima exigida em uma das quatro provas, ou em mais de uma, mas não em todas.

A inscrição e a realização das provas não garantem a certificação. Será certificado apenas o participante que atingir o mínimo de 100 pontos em cada uma das áreas de conhecimento do Encceja e que atingir, adicionalmente, no caso de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes e Educação Física no Ensino Fundamental; e de Linguagens e Códigos e suas Tecnologias no Ensino Médio, proficiência de pelo menos cinco pontos na prova de redação.

Estudos – O Inep disponibiliza Materiais de Estudo para o Ensino Fundamental e para o Ensino Médio, além de orientações aos professores que atuam na preparação de estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os Cadernos de Questões de todas as áreas do conhecimento, do Encceja 2017, também estão disponíveis no Portal do Inep, juntamente com os gabaritos. Consultá-los é uma ótima maneira de se preparar para o Exame, pois permite conhecer o formato e o nível de dificuldade das provas. O Encceja tem quatro provas objetivas, com 30 questões cada, e uma redação.

Cronograma Encceja Nacional Regular 2019

Justificativa de ausência no Encceja 2018: 15 a 24 de abril
Inscrições: 20 a 31 de maio
Prova: 4 de agosto
Fonte: INEP

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Entenda as 10 competências gerais que orientam a Base Nacional Comum

Infográfico criado pelo Porvir facilita a compreensão das competências que devem ser desenvolvidas ao longo da educação básica

A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) define um conjunto de 10 competências gerais que devem ser desenvolvidas de forma integrada aos componentes curriculares, ao longo de toda a educação básica. As competências foram definidas a partir dos direitos éticos, estéticos e políticos assegurados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais e de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores essenciais para a vida no século 21.

Segundo a BNCC, as competências gerais “explicitam o compromisso da educação brasileira com a formação humana integral e com a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva”. Elas foram incluídas no capítulo introdutório da Base, que também apresenta os fundamentos pedagógicos que orientam todo o documento.

O Porvir produziu um infográfico para facilitar a compreensão dessas competências gerais, elaborado a partir de leitura crítica realizada por Anna Penido, diretora do Inspirare e integrante do Movimento pela Base, iniciativa que integra representantes de diferentes setores da sociedade com o propósito de apoiar a construção e implementação de uma BNCC de qualidade.

No infográfico abaixo, cada competência geral ganhou um título que sintetiza a sua essência, uma descrição dos conhecimentos, habilidades, atitudes e valores que busca desenvolver e a indicação do que se espera que os estudantes realizem com as competências desenvolvidas. Todos os textos foram retirados do documento oficial da BNCC, mas alguns trechos foram abreviados ou reorganizados para garantir maior compreensão à leitura. A Base Nacional Comum Curricular define o conjunto de aprendizagens essenciais a que todos os estudantes brasileiros têm direito durante a educação básica.


domingo, 17 de fevereiro de 2019

MEC oferece certificado do Ensino Fundamental e Médio grátis

Fuja de empresas que oferecem Cursos e Certificados de Ensino Fundamental e Médio duvidosos e adquira o seu reconhecido pelo Ministério da Educação.

Já ouviu falar sobre o que é Encceja? Até 2016, candidatos do Enem maiores de 18 anos poderiam usar o exame como forma de obter o diploma do Ensino Médio. Porém, em 2017, o Encceja passou a ser o único meio para conquistar essa certificação, assim como a do Ensino Fundamental. 

Para te ajudar a entender melhor o que é Encceja e arrasar na conquista do certificado de Ensino Fundamental ou Médio, vamos te explicar tudo sobre o exame para zerar suas dúvidas. Confira!

Afinal, o que é Encceja?

O Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos) tem como objetivo oferecer o certificado de conclusão do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio para pessoas que não concluíram a educação básica na idade certa.

Nesse caso, o Encceja é o caminho mais rápido para conseguir o certificado, já que, ao invés de fazer cursos extensivos como o EJA (Educação de Jovens e Adultos), é possível preparar-se da forma que você preferir e fazer apenas uma prova.

Aliás, o exame é aplicado pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o mesmo órgão que aplica o Enem.

Quem pode fazer o Encceja?

Agora que você já sabe o que é Encceja, chegou a hora de saber quem pode fazê-lo, não é mesmo?

O Encceja é destinado a adolescentes, jovens e adultos que desejam receber o diploma de conclusão da Educação Básica — seja para o Ensino Fundamental ou para o Ensino Médio. Os pré-requisitos para fazer o exame dependem da certificação desejada: certificação de Ensino Fundamental: o candidato precisa ter completado 15 anos de idade até o dia da realização da prova; certificação de Ensino Médio: o candidato precisa ter completado 18 anos até o dia da realização da prova.

O que preciso fazer para conquistar a certificação do Encceja?

Primeiro, é preciso entender que o certificado vale apenas para a modalidade do qual você fez prova! Ou seja, se você fizer a prova de Ensino Fundamental poderá obter o certificado para esta modalidade. Já se você fizer a prova de Ensino Médio, terá o certificado só para esta etapa.

O cálculo da nota é feito, assim como no Enem, usando a metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI) e para conquistar a certificação da modalidade escolhida é preciso: atingir, no mínimo, 100 pontos em cada área do conhecimento, sendo 200 a nota máxima. Isso significa que você precisa acertar, em média, de 10 a 12 questões das 30 de cada área do conhecimento; tirar pelo menos 5 de 10 pontos na Redação.

Outra facilidade para conquistar seu certificado é a declaração de proficiência! Ela funciona assim: se você foi bem em uma área de conhecimento e mal em outras, no ano seguinte só precisa fazer as provas nas matérias nas quais você atingiu a nota mínima. Então com persistência, mesmo sem estudar há anos, dá para conseguir a certificação!

E como é a prova do Encceja?

Para aprofundar seus conhecimentos sobre o que é Encceja e garantir sucesso na prova, não há nada melhor do que saber como ela é. Veja!

A prova do Encceja é considerada, em média, 50% mais fácil do que a prova do Enem. Enquanto o último está mais difícil e conteudista a cada ano, o Encceja foca em conhecimentos do cotidiano e interpretação de texto.

O exame possui 30 questões objetivas — com quatro alternativas — para cada área do conhecimento. Além disso, os candidatos também devem produzir uma Redação. As matérias cobradas para cada modalidade são:
Ensino Fundamental: Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física, Redação, Matemática, História e Geografia e Ciências Naturais;

Ensino Médio: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação, Matemática e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias.

Inscrições para o Encceja 2019

As inscrições para o Encceja e a aplicação da prova acontecem apenas uma vez por ano e são totalmente gratuitas. Ainda não foi lançado o edital do Encceja 2019. Para se inscrever, o candidato deverá se cadastrar pela internet. Os locais de prova serão comunicados on-line — nada será enviado pelos correios — e é sua obrigação verificar para saber onde é o local de prova antecipadamente.

Conheça as vantagens do Encceja

Ainda está com dúvidas sobre a importância deste recurso ou ainda o que é Encceja? Calma! Listamos as principais vantagens em realizar a prova com sucesso. A conquista da certificação de Ensino Fundamental ou Médio pode te proporcionar vários avanços na carreira profissional, além de, claro, muita satisfação pessoal, certo? Olha só todas as portas que um diploma em mãos poderá abrir:
  • quem conclui o Ensino Médio pode receber um salário até 3 vezes maior;
  • possibilidade de ingressar em um curso técnico profissionalizante;
  • possibilidade de começar uma faculdade — o Encceja não substitui o Enem, com o certificado você pode fazer o exame ou qualquer outro vestibular e concorrer a vagas em cursos de graduação;
  • o Encceja, por ser uma prova nacional e oficial, te dá certeza que você terá a certificação, se tirar a nota mínima. Infelizmente, existem casos de cursos EJA (Educação de Jovens e Adultos) que não são certificados – e você só descobre isso quando tenta ingressar em uma faculdade.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

O fim dos professores?

Sim. E não. O avanço da tecnologia e das novas formas de ensino decretará o fim dos professores como conhecemos, mas abrirá espaço para uma nova era: a dos professores mentores.

O modelo de ensino passivo, presente em praticamente todas as escolas, está com os dias contados. O modelo de repetição, criado durante a Revolução Industrial, que forma pessoas em linha de produção para trabalharem nas fábricas, não se encaixa mais.

Grandes educadores e pesquisadores, no mundo todo, estão convencidos de que o “ensino por habilidades” é o que mais conecta o aluno com o que ele tem de melhor. E é isso o que propõem as EdTechs, empresas inovadoras focadas em revolucionar a educação introduzindo novas tecnologias como Inteligência Artificial, Realidade Virtual e outras.

Peter Drucker, educador e pesquisador austríaco, disse que “em 30 anos, o grande campus de universidade será uma relíquia. As universidades não irão sobreviver.” Isso porque o diploma universitário não tem sido requisito para contratação em diversas empresas como Google, Apple e Facebook.

Essas empresas contratam por habilidades!

Na era do “ensino por habilidades” os professores serão tão importantes quanto agora, mas seu papel será de conduzir os alunos através de trilhas individuais de aprendizagem. E tecnologias como Inteligência Artificial serão fundamentais nesse processo.

A “educação do século 21”, como diz Rui Fava, Vice-Presidente da Kroton, exige “menos ensino e mais aprendizagem”. E isso muda completamente a maneira como pensamos as escolas e universidades.

Se você olhar ao redor, vai perceber que mudamos a maneira como nos comunicamos, viajamos, assistimos a filmes, ouvimos música e lemos notícias e livros. Todos os setores mudaram, mas a educação não mudou. Continuamos com o mesmo modelo de 200 anos atrás.

E segundo Jonathan Bergmann, professor e criador do método de ensino Flipped Classroom (sala de aula invertida), “a educação tradicional está morta. Nós estamos vivendo na era em que as pessoas querem resolver problemas do mundo. Na era da criatividade.”

Há enormes oportunidades e grandes desafios a serem superados, mas a Educação precisa evoluir para um formato onde todos tenham a oportunidade de encontrar suas melhores versões e potencializar suas habilidades.

Um texto escrito por Junior Borneli — Fundador da StartSe

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Apoio à formação continuada de professores para adoção de tecnologias digitais no contexto educacional

Vivemos um momento importante da história da humanidade, onde o advento de novas tecnologias e a disseminação da Internet, traz uma nova dinâmica para a sociedade, impactando a forma como acessamos informação, interagimos uns com os outros, produzimos conhecimento e aprendemos.

As crianças e jovens que estão conosco hoje na escola têm acesso a uma quantidade muito maior de informações, têm um pensamento não linear, são mais críticos, questionadores, adoram desafios e precisam de feedback permanente. A tecnologia faz parte do seu cotidiano, não param para entender para que elas servem, simplesmente, usam!

A escola precisa não só adotar tecnologias digitais, mas repensar suas estratégias de ensino para que possa atender ao seu objetivo máximo que é preparar seus alunos para dar continuidade aos seus estudos, ingressar no mercado de trabalho e exercer sua cidadania, como prevê a Lei de Diretrizes de Bases da Educação Brasileira.

Os Guias Crescer em Rede foram elaborados com a ideia de vir a colaborar com este cenário, propiciando momentos de reflexão, tendo não só como foco as tecnologias digitais, mas também refletir como, a partir delas, os professores podem trazer uma nova dinâmica para suas aulas, de forma a envolver os alunos em processos significativos de aprendizagem.

Acesse o guia AQUI.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

A tecnologia como aliada na redução da evasão e reprovação escolar

Nosso maior problema não é a falta de recurso nem tão pouco de ideias, mas a insistência em fazermos o mesmo sem resultados positivos a mais de 30 anos.

Como professor da Escola Municipal de 1º Grau Manoel de Barros, Baraúna-RN, temos presenciado inúmeras tentativas frustradas da direção, professores e coordenadores em transformar os pais dos alunos em parceiros da educação dos filhos.

Onde estamos falhando?
Mais de 70% dos alunos da escola são beneficiados pelo Programa Bolsa Família, isso nos leva a acreditar que 7 de cada 10 alunos tem origem em lares de classe C ou D e, portanto, seus pais estão mais preocupados em garantir o ganha pão da família e oferecer o mínimo possível. Mas esse cenário piora quando tratarmos apenas dos alunos da zona rural, pois além da negligência dos pais tem outro fator agravante que é a falta rotineira de transporte escolar. Com isso o índice de evasão no turno vespertino é muito maior.

Outra, maioria desses pais não concluíram o ensino fundamental, logo muitos não têm a percepção do quanto é importante uma educação de qualidade, até porque nunca a tiveram.

Diante disso achar que maioria dos pais estarão todo mês na escola para, no mínimo, acompanhar seus filhos na escola é uma estratégia que não deu e não dará certo.

Mas o que fazer?
Uma pesquisa realizada com quase 400 dos nossos alunos em 2018 revelou o seguinte cenário quanto ao acesso da internet e a tecnologia:

65,6 % das famílias acesso com roteador instalado na casa
30,4 % compartilhava a internet com o vizinho
4,0 % não usava internet em casa
37,7 % tinha na residência computador, notebook ou tablet
83,4 % dos alunos possuíam Smartphone
62,3 % dos pais possuíam Smartphone.

A quatro anos venho usando o Edmodo como Ambiente Virtual de Aprendizagem e tem sido um sucesso. Veja AQUI as principais vantagens e funcionalidades da plataforma. Sabe quanto custou para a escola e os pais dos alunos? Nenhum centavo. Se tiver, ótimo, mas a escola não precisa mais de uma sala de informática para inovar. Os alunos, pais e professores possuem o essencial que é acesso a internet e smartphone. Então, o que você professor, diretor e secretário de educação está esperando?

O Edmodo tem versões mobile para professor, alunos e pais. A versão para os pais permite que:

  •  Os pais tenham um contato direto com a escola e vice-versa;
  • Os pais podem acompanhar o histórico de avaliação dos filhos, as atividades em atraso, as tarefas que o professor passar para seu filho;
  • O aluno que falta aula não perde nada, pois o professor posta no Edmodo a aula que deu na sala de aula, inclusive com muito mais recursos para o alunos acessar;
  • Os alunos e os pais poderão ter acesso instantaneamente aos resultados das avaliações.
A pesquisa e nossa experiência de quatro anos trabalhando com o Edmdo demonstra claramente que a escola não precisa investir um centavo para inovar e conseguir o sonho de toda escola: tornar os pais parceiros da escola.



Nossa luta para que a escola adote a plataforma tem sido grande. Já fizemos oficinas rápidas apresentando as vantagens e funcionalidades, mas até hoje apenas eu e o professor Adriano vem usando. O que não entendemos é o que impede a escola de usar uma plataforma a custo zero e sem nenhum investimento para inovar e resolver vários problemas que enfrenta como evasão, baixa participação dos pais, reprovação, baixa aprendizagem e desmotivação dos alunos.

Veja AQUI um vídeo que produzimos mostrando 15 coisas que você pode fazer com o Edmodo.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

O que significa inovar na educação?

Para os membros do “Educadores Inovadores em Rede”, o ato de inovar parte do ato de questionar. Segundo eles, a inovação na educação está diretamente ligada à mudança, criatividade, transformação e experimentação. 

E como isso é possível com uma formação conservadora, com provas de memorização e repetição? Em primeiro lugar, segundo os profissionais envolvidos na iniciativa, é essencial que o educador tenha mente aberta, esteja aberto a mudanças pedagógicas, seja empreendedor e flexível, para que de fato consiga promover uma educação voltada para o desenvolvimento humano. Para os “Educadores em Rede”, o Educador Inovador é aquele que sabe ou tenta criar novos espaços de aprendizagem em que o aluno é o centro do processo. Isso pode ser feito ao combinar o estudo com projetos, e ao imergir o aluno em atividades sociais e culturais com grupos diferentes dos quais ele está habituado. 

Nesse sentido, o professor deve focar na aprendizagem do aluno e não na transmissão de conteúdos. Nesse espaço de aprendizagem o professor é o orientador para que os alunos colaborem, cooperem, sejam autores e desenvolvam competências para seguirem com autonomia, tornando-se responsáveis pela sua aprendizagem e pela dos colegas.

De acordo com o grupo, inovar é dar sentido ao conhecimento, que deve ser significativo para a vida dos alunos. Para isso, o Educador Inovador integra e contextualiza disciplinas, instala mais incertezas que certezas absolutas, instiga o fazer, experimenta coisas novas, promove a interação, trabalha a autoestima e a autoconfiança, valoriza a ética e a coletividade. São tais ações educacionais que irão atuar na formação de um cidadão capaz de agir na hora certa para transformar a sociedade, sem esperar que as soluções venham prontas.

Abordagens

Alex Vieira
"..o grande desafio é possibilitar que as perguntas sejam mais importantes do que as respostas, isso dentro de uma abordagem contextual. A inovação deve visar à formação do cidadão e sua inserção na sociedade, proporcionando competências para que o mesmo não só se adapte a novas situações, como também promova as mudanças sociais necessárias."

Andréia Rodrigues
"Inovar significa pensar formas que ajudem a construir o caminho que os cidadãos vão trilhar nos próximos anos. Transformando-os em sujeitos capazes de pensar com criatividade, que tenham autoestima e capazes de enfrentar mudanças profissionais, acompanhando as transformações do seu tempo."

Armando Gil
"Quero reforçar a ideia de que inovar é assumir riscos. Não podemos ficar engessados em ideias ultrapassadas."

Claudia Almeida
"O desafio é “desafiar o aluno”, numa época em que os estímulos estão por toda parte. A atividade para ser desafiadora deve estimular a superação de obstáculos e mobilizar conhecimentos prévios."

Edilamar Caoneto
"As atividades escolares devem transcender a sala de aula considerando quais as visões de mundo, qualidades humanas e habilidades são esperadas de uma criança ou de um jovem."

Luzânia Alves de Souza
"Organizar o trabalho que busque a aprendizagem dos alunos através de projetos, que articulem realidades diferentes da que ele está acostumado a experimentar, é desafiador para nós por exigir um alto nível de preparação pedagógica."

Márcio Vazzi
"A criatividade deve ser valorizada para se obter a inovação, tanto por parte dos alunos como dos professores."

Maria de Fátima
"A pedagogia deve favorecer a aprendizagem ativa, focada no fazer, na resolução de problemas e em desenvolvimento de projetos."

Marisa Elsa Demarchi
"As tecnologias tem um papel fundamental de “dar novas possibilidades” às escolas, especialmente no sentido de ampliar os espaços de discussão entre educadores e alunos, dar mais visibilidade ao que é produzido em seus espaços. "

Marli Fiorentin
"Sempre precisamos mostrar o porquê da importância daquele conhecimento pra vida. Assim fica mais fácil criar motivação e abrir caminho para o aprender."

Marise Brandão
"Acredito que a inovação é uma coisa íntima, primeiro eu sinto a necessidade da mudança, penso em todas as possibilidades para mudar, acredito que posso e realizo."

Patrícia Mara Estrela Manso
"O conceito de inovação está associado a mudanças, em um processo de busca pelo novo, de criação. Envolve a atitude de questionar as velhas estruturas e hábitos e trazer soluções do futuro para o presente."

Terezinha Bernadete Motter
"Educador Inovador é o professor que sabe ou tenta criar novos espaços de aprendizagem onde o centro do processo é o aluno. Onde o professor não fixa um conteúdo e, dele, não pode afastar-se. Nesse espaço de aprendizagem o professor é o orientador para que os alunos colaborem, cooperem, sejam autores, desenvolvam competências para seguirem com autonomia, tornando-se responsáveis pela sua aprendizagem e pela dos colegas."

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Como inovar na sala de aula sem gastar nada?

O acesso à comunicação e à tecnologia evoluíram muito: atualmente existe um fluxo contínuo de informações que impulsionam uma interação mais efetiva e rápida entre todos. Essas transformações provocaram mudanças profundas de uma geração para outra, sobretudo em relação ao uso de celulares.

Nessa perspectiva, fica claro que somente o quadro, o caderno e a caneta não são mais suficientes para manter os alunos interessados em aprender. Nesse cenário, o uso pedagógico da tecnologia pode muito a contribuir com a motivação dos estudantes. Embora o uso do celular em sala de aula tenha sido por muito tempo inaceitável, tanto pelo corpo docente quanto por lei, hoje o cenário é bem diferente.

O maior desafio das escolas é aprender a inserir esses aparelhos de forma eficiente e adequada para o melhor desenvolvimento e aproveitamento dos estudantes.

Além disso, a BNCC prevê o uso da tecnologia na escola, tendo em vista que a sociedade está imersa no meio digital. Sendo assim, é evidente a importância de se explorar esse recurso em prol da formação do aluno e da sua interação com o mundo. Neste artigo você vai ler sobre a relevância de incorporar essas tecnologias na sala de aula e como utilizá-la de maneira mais assertiva.
Desenvolvendo estratégias produtivas

De acordo com a pesquisa TIC Educação de 2016, o celular já faz parte da vida de 93% da população brasileira - incluindo, é claro, muitas crianças e jovens. Por isso,proibir o uso do celular em sala de aula pode não ser uma boa alternativa. Os aplicativos, funcionalidades e facilidades dos celulares auxiliam no contexto pessoal e também podem ser inseridos no ambiente escolar como prática educacional.

O aparelho celular pode se tornar um rico instrumento de aprendizagem. A maioria dos smartphones atuais possui inúmeros recursos que podem ser utilizados nesse sentido: câmeras, gravador de voz, mapas, além do acesso à internet.

Isso porque estar conectado em sala de aula não significa necessariamente distração e perda de foco. Quando bem direcionada, essa alternativa é também uma maneira de aprender como pesquisar, coletar dados, buscar referências e se inteirar de assuntos atuais em tempo real. Ou seja, a prática pode contribuir para que o aluno acaba se tornando o protagonista do próprio aprendizado.

Em uma aula de geografia sobre a América, por exemplo, que tal incentivar os alunos a buscar em seus dispositivos os dados recentes sobre demografia, política, aspectos sociais e curiosidades inerentes aos países pertencentes ao continente?

De qualquer forma, é importante ressaltar que o uso do celular em sala de aula sem nenhuma estratégia ou limite não é recomendado. O ideal é que o professor consiga, junto da coordenação, desenvolver práticas pedagógicas que aproveitem o aparelho de maneira lúdica, voltadas para o estímulo da curiosidade e motivação do aluno.

Essa prática pode ser benéfica tanto para os alunos quanto para os professores, pois é possível aproveitar desses instrumentos para preparar aulas, realizar avaliações e testes, e até mesmo a correção de atividades, otimizando o tempo necessário.

Inserindo o uso do celular em sala de aula
Quando utilizados da maneira correta, os celulares em sala de aula têm o poder de melhorar sobremaneira a motivação e o nível de aprendizagem dos alunos. Além disso, possuem a grande vantagem de serem ótimas ferramentas de apoio ao professor. Com deles, é possível incrementar as aulas e oferecer conteúdos mais interativos e que despertem o interesse genuíno do aluno em participar do processo.É possível buscar instantaneamente por informações e notícias, além de acesso à leitura digital, e-books e plataformas de ensino.

Até mesmo as redes sociais, como Facebook e Whatsapp, podem ser direcionadas para uso em sala de aula. A criação de grupos de discussão, debates e fórum sobre determinado assunto é um bom exemplo disso. Além de promover maior participação do aluno, essa prática permite que a atividade se expanda para fora do período escolar e instigue os jovens a buscar referências na internet para basearem seus argumentos e opiniões.

Outra forma de inserir o uso de celulares em sala de aula de maneira construtiva é por meio da produção de conteúdo digital. É possível propor, por exemplo, atividades que explorem recursos como as câmeras e os gravadores dos aparelhos. Criação de telejornais, entrevistas e produção de filmes curtos estão entre as opções.

Além disso, aplicativos educativos como o Edmodo, Khan Academy e Code.org também são uma boa maneira de se trazer a tecnologia para dentro de sala. Afinal, eles permitem que os alunos façam atividades, acompanhem seu desempenho, tirem suas dúvidas e acessem o livro didático virtual pelo celular.

São inúmeras as possibilidade de utilizar a tecnologia como forma de aperfeiçoar a dinâmica escolar e cada instituição deve buscar uma solução que se adapte melhor à sua necessidade e identidade.

Regulando a prática
Apesar das mudanças de estratégias educacionais que permitem o uso do celular em sala de aula representarem um grande avanço pedagógico, é sempre prudente ter certo cuidado. É necessário deixar claros a finalidade e o momento de fazer uso dessas tecnologias para que os alunos tenham consciência de quando e como utilizá-las e respeitem essa determinação.

Em certas ocasiões, pode ser difícil para o professor controlar de perto o que cada aluno está realmente fazendo ao mexer em seu celular: participando da atividade proposta ou simplesmente navegando sem propósito pelas redes sociais. Daí a importância de estruturar estratégias e propostas que facilitem a vida do educador, utilizando ferramentas assertivas que engajem verdadeiramente os alunos.

É fundamental que os professores, junto com a coordenação pedagógica da escola, elaborem propostas educacionais bastante claras. Lembre-se que a tecnologia deve ser utilizada de maneira a favorecer as práticas educativas, como para ajudar a identificar as dificuldades dos alunos. Quer saber mais sobre como as ferramentas digitais podem ser usadas para identificar os pontos fortes e fracos dos estudantes?

Na próxima postagem falaremos de nossa experiência com o uso do Edmodo.

Texto adaptado de matéria do Par